/

Fauci admite que o número de mortos nos EUA está subestimado

3

Kevin Dietsch / EPA Pool

O consultor da Casa Branca para a covid-19 Anthony Fauci admitiu este domingo que a pandemia já matou muito mais pessoas que os 581 mil pessoas nos Estados Unidos da América desde o início de 2020.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Questionado sobre um estudo recente publicado pela Universidade de Washington, que estima que o número de mortes pelo novo coronavírus nos Estados Unidos ronda as 900 mil, Anthony Fauci não validou esses dados, mas lembrou que as autoridades de saúde “disseram desde o início que havia uma subestimação da mortalidade”.

“Este modelo fala de um número significativo de mortes” [900 mil] e “coloca a subvalorização um pouco mais alta do que eu pensava, mas às vezes os modelos estão corretos e às vezes são um pouco menos”, disse à televisão NBC.

Contudo, referiu: “Acho que não há dúvida de que subestimamos e ainda estamos a subestimar” a mortalidade por covid-19, admitiu o especialista.

Os Estados Unidos, com mais de 32,5 milhões de casos e oficialmente 581 mil mortos, é o país com o maior número de óbitos e de infeções em termos absolutos.

Desde janeiro, no entanto, os números de novos casos de infeção e de mortos diminuíram muito devido a uma forte campanha de vacinação. Após uma ligeira recuperação associada, em particular, às férias da primavera, o declínio foi retomado desde meados de abril.

“Estamos num ponto de inflexão”, considerou o coordenador da luta contra a covid-19 da Casa Branca, Jeffrey Zients, ao canal CNN.

Segundo Zients, 58% dos adultos já receberam pelo menos a primeira dose da vacina e mais de 110 milhões de pessoas (um terço da população total) já está totalmente vacinada.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, estabeleceu a meta de vacinar, pelo menos com uma dose, 70% dos adultos até ao feriado nacional de 4 de julho.

França começa a vacinar pessoas a partir dos 50 anos

França inicia hoje a vacinação contra a covid-19 de todas as pessoas a partir dos 50 anos, cinco dias antes do previsto, revelaram este domingo as autoridades sanitárias.

A antecipação do calendário deve-se à entrega de novas remessas de vacinas de diferentes laboratórios, sendo agora inoculados cidadãos a partir dos 50 anos que não tenham doenças associadas nem profissões de risco.

Atualmente, cerca de 17,7 milhões de residentes em França já receberam pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19, o que significa 26,4% da população total.

A fase seguinte de vacinação em França, agendada para a partir de 15 de junho, será para maiores de 18 anos.

O processo de vacinação decorre numa altura em que a situação pandémica em França melhora muito gradualmente, com uma ligeira descida do número de pessoas registadas hoje em cuidados intensivos, de 5.000 para 4.971.

Segundo dados divulgados hoje, nas últimas horas foram registados em França 9.128 novos casos de infeção com o vírus da covid-19 e 115 mortes associadas à doença.

Desde o começo da pandemia, este país totaliza 5,7 milhões de casos de infeção e 106.392 mortos.

China vai instalar “linha de demarcação” no Evereste

A China vai instalar uma “linha de demarcação” no cume do Evereste para evitar qualquer risco de infeção de covid-19 por alpinistas do Nepal.

A China, o primeiro país atingido pela pandemia em finais de 2019, conteve em grande parte a doença até à primavera de 2020 e teme agora um regresso das infeções vindas do estrangeiro.

Embora as fronteiras estejam praticamente fechadas desde março de 2020, o país pretende agora estender a sua vigilância ao cume do Evereste, que partilha com o Nepal.

Os guias de montanha estabelecerão uma linha de demarcação no cume antes de permitir que os alpinistas ataquem a subida a partir do lado chinês (norte), informou a agência estatal Xinhua.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

De acordo com a agência noticiosa oficial, o anúncio foi feito numa conferência de imprensa pelo chefe da Associação Tibetana de Montanhismo.

A agência noticiosa não especificou de que forma Pequim pretendia marcar concretamente o seu território no cume estreito da montanha mais alta do mundo, 8848 metros acima do nível do mar.

Os funcionários tibetanos citados pela agência disseram que tomariam “as medidas mais rigorosas de prevenção da epidemia” para evitar o contacto com alpinistas vindos do sul.

O Nepal, vizinho da Índia, foi duramente atingido por uma segunda vaga da epidemia, enquanto o estado dos Himalaias procura reavivar o turismo este verão.

  ZAP // Lusa

3 Comments

  1. Gostava sim de ver uma notícia sobre o envolvimento de Fauci e dos EUA no financiamento para a criação e investigação de vírus altamente infecciosos em humanos a partir de vírus de morcegos no laboratório de Wuhan na China. Não é conspiração. Ele foi interrogado há poucos dias no Congresso Norte Americano sobre isto. Mas isso provavelmente não interessa para nada ao povinho. Toca mas é a pôr as fraldas no focinho.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.