Farmácias em risco de não ter vacinas da gripe para tantos pedidos

As farmácias privadas receiam não ter doses suficientes de vacina contra a gripe para dar resposta a todos os pedidos. As encomendas da vacina já sãocinco vezes mais do que as registadas em 2019.

A preocupação com a pandemia de covid-19 e as dificuldades de atendimento nos centros de saúde estão a levar milhares de utentes a reservar de vacina contra a gripe, revela este sábado o Jornal de Notícias. “A procura de vacinas da gripe está cinco vezes superior à média”, afirmou ao JN a coordenadora farmacêutica do grupo Sofarma.

Há também mais empresas a encomendar doses para os colaboradores, e mais pessoas interessadas em vacinar-se, mesmo que não pertençam a grupos de risco, acrescenta o jornal.

A preocupação com infecções das vias respiratórias, fortemente afetadas pela covid-19, está ainda a fazer disparar a procura de Broncho-Vachom. O medicamento, que estimula o sistema imunológico e fortalece a resistência às infecções do sistema respiratório, está permanentemente em falta nas farmácias, realça o JN.

Ouvidos pelo jornal, diversos responsáveis pela indústria farmacêutica expressaram a sua preocupação com os próximos meses, os primeiros de sempre com dois vírus perigosos para a população mais debilitada a circular em simultâneo.

Rita Monteiro, diretora técnica de uma farmácia em Leça da Palmeira, receia que as vacinas não sejam suficientes para tantos interessados. “Os armazenistas estão a informar as farmácias que têm duas vezes e meia mais reservas do que em 2019. As pessoas não conseguem ligar para os centros de saúde, vão lá e não são atendidas e estão com medo de não conseguir a vacina”, diz.

A presidente da Associação de Farmácias de Portugal, Manuela Pacheco, admite que “alguns centros de saúde não estão a trabalhar em pleno e os cidadãos estão com receio do impacto na vacinação. Podem escassear para utentes mais carenciados e de grupos de risco”.

Segundo anunciou no início do mês Jamila Madeira, então secretária de Estado Adjunta e da Saúde, a campanha de vacinação contra a gripe vai começar mais cedo este ano, depois de o Governo ter conseguido antecipar o fornecimento das vacinas.

“Gostaríamos de informar que, esta semana, o Ministério da Saúde conseguiu garantir a antecipação do fornecimento das primeiras mais de 100 mil doses da vacina contra a gripe às unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde”, disse Jamila Madeira, na conferência de imprensa de balanço da pandemia da covid-19 em Portugal.

A governante, recentemente substituída numa polémica mini-remodelação operada pelo primeiro-ministro, António Costa, recordou a opção assumida pelo Governo neste ano “especialmente atípico”, de fazer a “maior compra de sempre do país” da vacina contra a gripe, num total de dois milhões de vacinas.

Desta forma, acrescentou a ex-subsecretária de estado, a distribuição iniciar-se-á “antecipadamente, o que significa mais vacinas contra a gripe para os portugueses e mais cedo garantidas aos que mais precisam”.

A entrega precoce vai permitir antecipar a vacinação uns dias, dias que são muito úteis, “sobretudo nos lares e grupos de risco”, sublinhou por sua vez a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na mesma conferência.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Penúria de vacinas Anuais convencionais para o Virus Influenza, é no mínimo inconcebível, sobretudo na situação actual !……. mas a Saúde sendo uma enorme “negociata”, não me admira !

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