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Remodelação no Governo. Marta Temido exigiu saída de Jamila Madeira

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António Cotrim / Lusa

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira

O primeiro-ministro propôs na quarta-feira a substituição de cinco secretários de Estado do seu Governo. As mudanças abrangem os ministérios da Educação, Saúde, Infraestruturas e Habitação, e Mar.

O jornal Público avançou na quarta-feira que foi Marta Temido, ministra da Saúde, que exigiu a saída da sua secretária de Estado adjunta, Jamila Madeira. Segundo o mesmo jornal, a governante preferiu ter como secretário de Estado adjunto António Lacerda Sales, que era secretário de Estado da Saúde.

Numa nota enviada ao Observador, Jamila Madeira revelou que não pediu para sair do cargo e que ficou “muito surpreendida com a opção da senhora ministra da Saúde”.

“Não pedi para sair e naturalmente fiquei muito surpreendida com a opção da senhora ministra da Saúde! Mas saio de consciência tranquila de missão cumprida com a certeza de que fiz tudo o que estava ao meu alcance num ano particularmente inédito! Faço votos que para o XXII governo, liderado por António Costa, com quem tenho muito orgulho em trabalhar e para o país tudo continue a correr pelo melhor! A bem de todos!”, lê-se na nota citada pelo jornal online.

Assim, António Sales sobe na hierarquia da equipa liderada por Marta Temido e entra como novo secretário de Estado Diogo Serras Lopes, até aqui vice-presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde e que foi assessor para as questões económicas no gabinete do primeiro-ministro, António Costa.

Esta foi a única mudança exigida por uma pessoa que não o governante cessante. Duas grandes mudanças têm lugar no Ministério das Infraestruturas e Habitação: saiu o secretário de Estado adjunto, Alberto Souto, por vontade própria, que, segundo o mesmo jornal, irá ocupar um cargo no recém criado Banco de Fomento, bem como a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, que decidiu abandonar o Governo.

Para os seus lugares, respetivamente, vai Hugo Mendes, até aqui chefe de gabinete do ministro que também vai buscar outra antiga adjunta, Marina Gonçalves.

O Ministério da Educação também foi alvo de mudanças: a ex-presidente da Câmara de Odivelas e antiga deputada do PS Susana Amador deixa as funções de secretária de Estado da Educação, sendo substituída pela jurista Inês Ramires, que foi chefe de gabinete do ministro da Educação no último Governo.

No Ministério do Mar, José Apolinário abandona as funções de secretário de Estado das Pescas para se candidatar em outubro à eleição para presidente da Comissão de Coordenação e Regional do Algarve, cargo que passa a ser desempenhado por Teresa Estêvão Pedro, advogada e que foi representante de Portugal no Conselho de Administração da Agência Europeia de Controle das Pescas entre 2010 e 2012.

  ZAP //

7 Comments

    • Concordo plenamente.

      Esta ministra, lamento dizer (é a minha opinião, penso que de direito proferi-la), está muito longe do que, certamente através de um plano e estratégia cuja responsabilidade a “ela” pertence, se poderia e deveria ter tentado fazer. Em vez de se terem concentrado na promoção da prevenção e obtenção de níveis de saúde das pessoas (ser um ministério da saúde a sério – essa ciência existe e publicada nas melhores revistas de investigação e é conhecida embora praticada por poucos, mas sistemáticamente tratada como se não existisse e não tivesse sido já provada à luz dos protocolos científicos mais exisgente atuais, vá-se lá saber porquê …), mais uma vez não fizeram mais do irem atrás de interesses obscuros e nunca adimitidos, que pouco (nada) servem aos portugueses (e não só), e concentraram-se apenas na visão da doença, pelo que esta e outros antes, mais deveria ser denominados de ministros de um Ministério da Doença.

      Não foi nunca com esta lógica de sobrevivência e de ataque às doenças do passado que o ser humano evoluiu ao longo de milhões de anos, e que chegou aos nossos dias.

      Ciência sim, conhecimento sim, mas com sabedoria e aplicado de forma adequada, e não da forma que atualmente é feito nas áreas da saúde das pessoas (porque será que as pessoas não percebem isso??? É assim tão difícil??? Opior disso tudo é que a explicação até nem é difícil de descobrir e de a dar!)

      • Esta ministra?! Penso que começa por dar-lhe demasiado crédito! “Ministra”?! Despachante! Isso, talvez.
        Esta está lá, precisamente pelo motivo que o outro que lá estava antes decidiu sair. É que o anterior até percebia daquilo e não queria ser um empregado do Centeno. Esta, como não tem qualquer estatuto, seria das poucas pessoas que aceitariam ser “ministra” num governo em que todos prestavam vassalagem ao Centeno. E quem for um profissional de eleição, não se sujeita a isso. E por isso, o outro foi embora… e ficou esta.

  1. Jamila Madeira, andou sempre de bandeirinha na mão para conseguir o tacho, foi subindo até chegar a secretária, e agora saiu e gosta muito de António Costa porque ele lhe dá o tacho e está incluída na Assembleia Familiar de António Costa o traidor e mentiroso oportunista.
    Este Governo é o mesmo do destruidor de Portugal o Ex-preso Sócrates..
    ACORDEM POVO

  2. Esta remodelação é uma irrelevância embora mediáticamente necessária. Em primeiro lugar porque os secretários de estado têm de ser 50 (neste governo) porque todos juntos não chegam para fazer um. Assim trocar 12% deles tem um impacto 0,12% na competência e eficiência do governo. Em segundo lugar porque os 46 anos de nova primeira república que já vamos tendo, todos nós, o estado, já deveriamos ter percebido que os membros do governo não são escolhidos pela experiência e competência que eventualmente possuam nas diferentes áreas mas sim pela capacidade de serem lacaios do primeiro ministro.

  3. Coitada da Jamila, uma garotinha amiga dos amigos que lhe dêem guarida. Este é o PS mais rasca de todos os tempos, nâo há competência, não há bom senso, há compadrio, corruptos, é uma segunda edição dum Socrates dialogante. Se fizermos a história desta segunda republica ela é pior que a primeira, pela simples razão de que consegue mais dinheiro para fazer a mesma coisa. Portugal é exactamente o mesmo país de estratos sociais que vão dos miseráveis aos corruptos – Atrazado, pobre, iletrado, rasca…de bom. só o sol!

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