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Família não tem dinheiro para trasladar corpos das brasileiras mortas em Cascais

(dr)

Michelle Santana Ferreira, a sua irmã, Lidiana Neves Santana, e uma amiga desta, Thayane Mendes Dias

Michelle Santana Ferreira, a sua irmã, Lidiana Neves Santana, e uma amiga desta, Thayane Mendes Dias

A mãe de duas das jovens brasileiras desaparecidas em fevereiro em Cascais e encontradas esta sexta-feira numa fossa em Tires diz não ter condições para trasladar os corpos das jovens para o Brasil.

Em declarações ao jornal Público, Solange Santana, mãe de Michele Santana Ferreira, de 28 anos, e Lidiana Santana Neves Santana, de 16 anos, disse não ter condições financeiras para pagar a trasladação dos corpos.

O melhor será cremar, fica mais em conta, porque a minha situação financeira não dá para pagar os gastos”, declarou Solange Santana, por telefone, ao jornal.

Os corpos das três jovens brasileiras, dadas como desaparecidas desde o início do ano, foram esta sexta-feira encontrados em adiantado estado de decomposição, numa fossa próximo de um hotel para cães em Cascais.

As três mulheres tinham sido dadas como desaparecidas em fevereiro deste ano, tendo sido encontradas pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária.

Michele Santana Ferreira estava em Portugal há cerca de oito anos e trabalhava como empregada doméstica.

Em Novembro do ano passado, a sua irmã de 16 anos, Lidiana, veio também para Portugal e, já em Janeiro deste ano, a namorada de Lidiana, Thayane, juntar-se-lhes-ia no mesmo apartamento que pertencia a Dinai Alves Gomes.

Na origem do homicídio poderá ter estado o facto de as duas vítimas manterem uma relação.

O suspeito do crime, Dinai Alves Gomes, é um ex-funcionário do hotel de animais, de nacionalidade brasileira, que a PJ terá descoberto ser “extremamente conservador”.

O suspeito, de quem Michele Santana Ferreira estava grávida de três meses, vivia em Portugal, mas regressou ao Brasil depois de as vítimas terem desaparecido.

Segundo o Público, as autoridades acreditam que as brasileiras terão sido mortas por esfaqueamento, tendo depois os seus corpos sidos escondidos na fossa.

No entanto, apenas os relatórios das autópsias e de outras perícias posteriores poderão provar essa tese e afastar a possibilidade de terem sido mortas por afogamento.

ZAP

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