Olivier Hoslet / EPA

O ex-presidente da Catalunha Carles Puigdemont.
Carles Puigdemont, o ex-presidente da Catalunha, foi detido em Itália, na Sardenha. O também eurodeputado era alvo de um mandado internacional e vai tentar, mais uma vez, escapar à extradição para Espanha.
Fontes contactadas pela agência EFE revelam que Puigdemont foi preso à chegada a Itália, vindo de Bruxelas, onde se encontrava refugiado.
O antigo presidente da Catalunha foi detido ao chegar a Alghero, uma cidade no noroeste da Sardenha onde devia participar num evento político com Victòria Alsina, responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros na Catalunha, e com Laura Borràs, presidente do Parlamento da Catalunha.
Puigdemont foi detido por agentes à paisana, aponta o delegado do governo da Catalunha em Itália, citado pela EFE.
O ex-presidente catalão é considerado um fugitivo pela Justiça espanhola desde 2017 depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça do país pelos crimes de sedição e desvio de dinheiros públicos.
Em Março passado, o Parlamento Europeu decidiu retirar a imunidade a Puigdemont, uma decisão que o Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) acabou por confirmar, considerando que não havia o risco de o ex-presidente catalão ser detido no exercício das suas funções enquanto eurodeputado.
Agora, a justiça italiana vai decidir se entrega, ou não, Puigdemont à justiça espanhola.
Imbróglio pode originar nova “derrota” para Espanha
O advogado de Puigdemont, Gonzalo Boye, já anunciou que vai pedir ao TGUE para anular a detenção, argumentando que a extradição não está em causa e que confia nas “garantias de direito da UE”.
Em 2018, um tribunal alemão recusou entregar Puigdemont à justiça espanhola.
E em Janeiro passado, o Tribunal de Recurso da UE rejeitou também entregar o ex-vereador catalão Lluís Puig a Espanha, considerando que o Supremo Tribunal de Justiça do país não era competente para o julgar.
Mas o juiz responsável pelo processo dos independentistas catalães questionou a decisão do Tribunal de Recurso europeu, enviando um requerimento que ainda não teve resposta.
Assim, a justiça italiana pode negar a entrega de Puigdemont a Espanha “escudando-se” nesse facto, como salienta o jornal El Mundo.
Entretanto, a detenção de Puigdemont já está a motivar protestos em Barcelona, junto do consulado italiano, com a presença de vários líderes políticos da Catalunha.
O presidente do Governo da Catalunha, Pere Aragonès, condenou a detenção de Puigdemont enquanto dirigentes do PP, do Vox e do Ciudadanos, partidos de direita, vieram apontar a confiança e o desejo na extradição do ex-presidente catalão.
ZAP // Lusa
Que é que os catalães ganham em ser independentes de Espanha? A maior parte das empresas e negócios fugiram logo de lá.
Parece que foi detido devido ao corte de cabelo, pois um miúdo confundiu-o com um boneco da Playmobil, e o resto já se sabe.
O colonialismo e imperialismo de Espanha sempre a espezinhar e a procurar abafar a voz dos seus vizinhos!
Aqui está a EUROPA que se Dizia Contra a Prisão de Políticos ,ou Perseguição Politica, só para perturbar o Povo se acusam de Desvios de $$$ Públicos como se Fosse o único.
Isto enquanto o rei de Espanha (envolvido em vários crimes) fugiu e está “refugiado” no Dubai – com todo o luxo pago pelos espanhóis!…