EUA e China dão nova trégua. Escalada na guerra comercial suspensa

Thomas Peter / EPA

Os EUA e a China acordaram uma segunda trégua ao 359º dia da guerra comercial iniciada a 6 de julho de 2018, anunciou a agência de notícias chinesa Xinhua na sequência do encontro entre Trump e Xi Jinping este sábado à margem da cimeira do G20 em Osaka, no Japão.

À saída do encontro das duas delegações chefiadas pelos dois presidentes que durou oitenta minutos, Trump declarou que a reunião tinha sido “excelente” e que os EUA “estão de volta aos trilhos” com a China.

Este sábado de manhã, Trump confirmou numa conferência de imprensa no Japão que acordou com Xi Jinping uma nova trégua na guerra comercial. O presidente norte-americano considerou como uma “grande reunião” o encontro realizado durante oito horas.

Trump afirmou que as negociações entre as duas partes vão continuar e prometeu “que, pelo menos, por ora, não haverá novas taxas alfandegárias” sobre o resto das importações vindas da China que ainda não estão abrangidas pela guerra comercial.

O presidente norte-americano adiantou que a China acordou em aumentar as aquisições de produtos dos “patriotas agricultores” norte-americanos, sublinhando que os agricultores serão “tremendos beneficiários” do acordo com Pequim.

Sobre o conflito na área tecnológica, o tema da Huawei, colocada na lista negra norte-americana, foi deixado “para o final” nas negociações: “Confirmámos deixar o assunto par o fim. Huawei é uma situação complicada”.

Com esta segunda trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, uma escalada na imposição de mais taxas é travada. Os EUA tinham ameaçado avançar com taxas alfandegárias de 25% sobre as restantes importações da China que ainda não estão abrangidas pela guerra comercial desencadeada por Trump em julho do ano passado.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tinha avisado em abril, na publicação das suas previsões no World Economic Outlook, que uma escalada agravaria o abrandamento da economia mundial, para além dos estragos provocados nas duas economias em confronto.

Face à incerteza, os principais bancos centrais, nomeadamente a Reserva Federal norte-americana e o Banco Central Europeu, declararam estar prontos para avançar com novos estímulos monetários no caso da conjuntura se agravar.

A guerra comercial foi iniciada a 6 de julho de 2018 com a imposição por parte de Washington de taxas de 25% sobre uma primeira lista de 818 produtos importados da China no valor de 34 mil milhões de dólares (cerca de 30 mil milhões euros).

Seguiram-se novas medidas protecionistas dos EUA e retaliações por parte da China, chegando a um quadro de guerra comercial envolvendo taxas sobre 250 mil milhões de dólares (cerca de 220 mil milhões de euros) de exportações da China para os EUA e sobre 110 mil milhões de dólares (97 mil milhões de euros) de exportações dos EUA para a China.

Uma primeira trégua de 90 dias foi acordada na reunião a 1 de dezembro entre os dois presidentes à margem da cimeira do G20 em Buenos Aires.

Delegações das duas partes negociaram durante o período de trégua que foi estendido e que só foi interrompido com a decisão de Trump a 5 de maio em escalar a guerra comercial com a subida das taxas aduaneiras de 10% para 25% sobre 200 mil milhões de dólares (176 mil milhões de euros) de importações a partir do dia 10 daquele mês.

Entretanto o confronto estendeu-se ao campo da tecnologia e muitos analistas falam do regresso de um quadro de guerra fria, agora entre as duas atuais principais potências do mundo.

China anuncia abertura ao capital internacional

Xi Jinping aproveitou a deslocação à cimeira do G20 para anunciar um pacote de medidas de abertura ao investimento estrangeiro e a determinação em acelerar as negociações comerciais com a UE e finalizar o acordo tripartido com o Japão e a Coreia do Sul.

Pequim vai divulgar uma nova lista de sectores vedados ao capital estrangeiro, ampliando as exceções nas áreas da agricultura, minas, indústria e serviços. Também vai avançar com mais seis zonas piloto, incluindo uma nova em Xangai, e vai estabelecer um porto livre na ilha de Hainão. Uma nova lei sobre investimento estrangeiro vai ser publicada no início de 2020.

Também à margem do G20, os presidentes da China, Índia e Rússia, as três principais potências dos BRICS, decidiram reforçar a cooperação trilateral no sentido de apoiar “a globalização económica e a liberalização comercial” e combater “o protecionismo e o unilateralismo”.

ZAP //

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