“Este não é um OE business as usual”, considera Óscar Gaspar

PS/Vagos

Óscar Gaspar

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e membro da direção da Confederação Empresarial de Portugal considera que este “não é um OE business as usual“.

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Em declarações ao jornal online ECO, Óscar Gaspar considerou que, tal como 2021, “o enquadramento deste Orçamento do Estado é fortemente marcado pelas questões relativas à covid-19” e, por isso, “há uma perceção generalizada de que temos que recuperar e transformar a economia“.

Por isso, considera o membro da direção da Confederação Empresarial de Portugal, este “não é um OE business as usual, é um OE que ainda decorre muito fortemente dos impactos económicos e sociais da covid”.

O também presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada destaca que “este ano não estamos a recuperar como tínhamos expectativa de o fazer em outubro, quando o OE 2021 foi preparado”, portanto, o próximo Orçamento tem de ser “pró-cíclico”, ou seja, tem de ter “uma política orçamental que apoie o crescimento e a recuperação da economia nacional”.

Óscar Gaspar destaca, porém, que isto “não implica que seja um OE com mais despesa da máquina do Estado”, porque isso implica também “mais despesa em 2022, 2023, 2024 e por aí adiante”.

“Vai haver um momento em que deixaremos de ter política pró-cíclica e vamos ter que fazer um ajustamento das contas públicas“, declarou ainda.

Assim sendo, o que fizermos em termos de política orçamental para 2021 “deve ser sustentável, deve apoiar a economia em 2022, 2023, 2024, e não deve pôr em causa o crescimento económico do país”.

A pandemia “reforçou ideia de que não podemos apenas voltar a pré-covid, temos de ter economia diferente, mais assente no digital, que aposte mais na competitividade e produtividade”, concluiu.

  ZAP //

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