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Empresas vão perder 1,17 mil milhões de euros graças aos falsos “influencers”

Os chamados “influencers”, que por vezes compram seguidores e criam perfis falsos, vão fazer com que as empresas percam este ano 1,17 mil milhões de euros.

A fraude no mercado emergente dos chamados “influencers” é muito maior do que se pensava e, de acordo com um novo relatório da CHEQ, uma empresa de cibersegurança sediada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, só este ano vai fazer com que as empresas percam 1,3 mil milhões de dólares, cerca de 1,17 mil milhões de euros.

E estes são apenas os custos calculáveis do marketing de falsos influenciadores, porque “os custos indiretos são muito mais difíceis de medir”, afirma Roberto Cavazos, economista e professor da Universidade de Baltimore que conduziu esta análise, citado pela CBS News.

A nível mundial, as empresas gastam cerca de 8,5 mil milhões de dólares por ano para persuadir estes influenciadores a publicitar os seus produtos, de acordo com a empresa de “influencer marketing” Mediakix.

Num bom dia, alerta Cavazos, cerca de 15% dos valores gastos pelas empresas são perdidos neste tipo de fraude, uma vez que nem sempre os influenciadores têm tantos seguidores como querem fazer parecer. “É um enorme desperdício”, afirma.

As marcas geralmente pagam a estas pessoas com base no seu alcance nas redes sociais, medido pelo seu número de seguidores. O problema, no entanto, é que muitos destes utilizadores compram falsos seguidores ou continuam a contar seguidores que já nem interagem numa determinada plataforma, ou seja, as marcas estão a pagar por uma coisa que na realidade não existe.

Os grandes influenciadores, com contas que atingem milhões de seguidores, podem receber até 250 mil dólares, cerca de 220 mil euros, para partilhar um post numa rede social. Segundo Cavazos, cerca de 38 mil dólares deste dinheiro são perdidos no meio desta fraude.

De acordo com o economista, esta situação pode abalar a confiança das empresas e dos próprios utilizadores nos “influencers”. “Toda a gente tem redes sociais e vê estes influenciadores a mostrarem como este ou aquele produto são ótimos e até sentimos afinidade. Mas, à medida que a fraude aumenta, começamos a perder a confiança“.

“Se existe uma conta com um milhão de seguidores, mas com posts que têm 80 ou cem gostos no máximo, isso é imediatamente suspeito”, explica Daniel Avital, diretor de estratégia da CHEQ, que deixa ainda um apelo às redes sociais.

“Facebooks e Twitters deste mundo, vocês precisam de criar tecnologia que consiga de forma automática e autónoma encontrar estas contas falsas e desativá-las. Este processo é principalmente manual e é como o ‘Whac-A-Mole’ [famoso jogo arcade]: as toupeiras estão a aparecer a ritmo muito mais rápido do que qualquer um é capaz de as derrubar”.

  ZAP //

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