Novos emails mostram que Donald Trump pressionou o Departamento de Justiça sobre eleições de 2020

Yuri Gripas /ABACA / POOL

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Novos emails de funcionários do Departamento de Justiça e da Casa Branca mostram como os aliados do antigo Presidente Donald Trump pressionaram o então procurador-geral, Jeffrey Rosen, a considerar alegações falsas sobre as eleições de 2020.

Mensagens de correio eletrónico divulgadas esta terça-feira mostram que, nas últimas semanas da sua presidência, Donald Trump e os seus aliados pressionaram o Departamento de Justiça a investigar alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada em 2020, avança a CNN.

As pressões ocorreram apesar de o ex-procurador-geral, William Barr, ter assegurado não existirem provas de qualquer fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.

Nos emails, divulgados pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, percebe-se de que forma Donald Trump, o seu chefe de gabinete na Casa Branca e outros aliados pressionaram membros do Governo norte-americano para contestarem as eleições presidenciais de 2020.

As mensagens também mostram como Trump se esforçou para recrutar o então procurador-geral em exercício, Jeffrey Rosen, para as fracassadas iniciativas legais da sua campanha para contestar os resultados eleitorais, entre as quais a sugestão de apresentar queixa ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

Os emails enviados a Rosen incluem teorias da conspiração desmanteladas e informações falsas sobre fraude eleitoral. Num deles, está incluído um documento com supostas provas de fraude eleitoral no estado do Michigan, que tinham sido consideradas por uma juíza “nada mais do que especulações e conjeturas”.

Num outro email enviado a Rosen, datado de 29 de dezembro, o assistente de Trump pressionou o Departamento de Justiça a abrir uma investigação criminal sobre a acusação de que os responsáveis eleitorais em estados como a Georgia e a Pensilvânia tinham aproveitado a pandemia para fragilizarem a segurança eleitoral.

As mentiras de Donald Trump sobre as eleições alimentaram a revolta da multidão que atacou o Capitólio, a 6 de janeiro, numa tentativa falhada de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden.

ZAP // Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. Curioso o novo normal, pedir ao departamento de estado que investigue suspeitas de fraude eleitoral, é mau.
    Tentar impedir por todos os meios que seja feita uma investigação séria é óptimo.
    Lamentável já não haver jornalismo, apenas lacaios da nova ordem mundial.

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