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Em 2040, reformas vão cair para metade em Portugal

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istevenxue / Flickr

A Comissão Europeia prevê que, até 2040, os pensionistas passem a viver com pouco mais de metade do salário que tinham. Discrepância entre os últimos rendimentos do trabalho e as pensões de reforma dos portugueses vão acelerar na próxima década.

Estas cálculos constam do relatório “The 2021 Ageing Report”, que foi atualizado pela Comissão Europeia na semana passada, de acordo com o Diário de Notícias. Este relatório analisa a cada três anos a evolução demográfica e confronta-a com a sustentabilidade dos sistemas nacionais de pensões.

Em 2019, os cálculos da Comissão Europeia apontavam para que a taxa de substituição – entre o último ordenado e a reforma – correspondesse a 74% em Portugal, um valor que poderá subir para quase 85% até 2025, ou seja, mais de quatro quintos do ordenado.

Porém, o problema surge depois. Até 2040, a capacidade que as pensões têm de substituir os rendimentos do trabalho em Portugal cai para 54,5% .

Em 2045, segundo os cálculos da Comissão Europeia, será inferior a metade (48,2%).

Esta queda é justificada, em parte, pelas perspetivas de maior esperança de vida após os 65 anos, com as mulheres a ganharem mais 4,5 anos de vida e os homens mais 4,8 anos ao longo dos próximos 50 anos.

Este indicador conta para os cortes do fator de sustentabilidade das pensões portuguesas e para o aumento da idade legal de reforma, que aumentará em cerca de três anos até 2070, alcançando os 69 anos e quatro meses.

Esta tendência não é visível apenas em Portugal. Quase todos os outros países – com a exceção do Chipre, Hungria, Malta, Roménia, Eslovénia e Eslováquia – terão a tendência é de aumento da discrepância, em sentido desfavorável.

Por outro lado, Portugal é um dos países com a tendência mais preocupante. A seu lado, surge a vizinha Espanha, onde, segundo as previsões da Comissão Europeia, a taxa também cairá para menos de 50% 10 anos depois de Portugal, em 2055.

  Maria Campos, ZAP //

14 Comments

    • nao sao voces que tem pena dessa gente?sustentem-nos…. onde andam os que apoiam RSI? com covid?nao falam agora?

    • O RSI são tostões nas contas do Estado. Quem aponta a mira ao RSI não quer resolver os problemas do País, quer apenas angariar o apoio dos ignorantes revoltados.
      E fomentar a sua ignorância, pois é dela que vive.

      • Então para não ser você também ignorante, informe-se melhor à sua volta e veja que há muita gente a receber o RSI porque não quer TRABALHAR, pois assim estão em casa, não têm de levantar cedo, não têm despesas de transporte nem de alimentação, e ainda têm tampo para fazer as suas caminhadas. E não são poucas pessoas assim …

        • Ambas as coisas são verdade: 1) É verdade que há pessoas a abusar do RSI, e 2) é verdade que o RSI é insignificante nas contas do Estado.
          Mas, se queremos melhorar o País, convém atacar abusos que tenham impacto nas contas. O RSI não tem.

  1. Essa aí… Provavelmente são, mesmo, os reformados que serão só metade. A ver pelo “tombo” que a Covid está a causar…

    • Isso vai ajudar nos próximos 15 a 20 anos máximo. mas depois vem a pior parte.
      A maior parte da população activa (hoje) vai ser a quem precisa de reforma daqui a 20 anos. Ao mesmo tempo quem sustenta essa população são os jovens de hoje, o problema esta que a tendência de descida na maternidade ja estava a abrandar e com as medidas e a falta de trabalho por causa do covid fizeram a taxa de natalidade baixar muitíssimo.
      Não vai haver jovens para estar na população activa e a pagar as reformas.

      • Já neste momento não há jovens suficientes a trabalhar e contribuir, se nem conseguem arranjar um trabalho decente para começarem uma vida digna graças a governos sucessivos que tudo fazem para que se trabalhe até cair, principalmente no privado, que justificação existe para se trabalhar até aos 66 ou 67 anos com carreiras contributivas enormes, quando existem jovens que precisam entrar no mercado de trabalho? Que necessidade existe de retardar a vida deles? Mandem os mais velhos para casa e deixem os jovens começar de preferência com salários dignos e correspondentes à sua habilitação literária, mas enquanto tivermos governantes que são sócios e interessados em salários baixos e precariedade, o País não vai a lado algum. Fartam-se de demagogia mas colocar em prática é que são elas…enfim é o que temos!

  2. nem todas as pessoas tiveram ou tem cabeça para ter uma vida condigna .eu sei que todos temos que trabalhar para sobreviver mas ajudar quem precisa isto e ser digno .quando se gasta tanto dinheiro mal gasto. pois a riqueza esta em alguns ..sera que foi a custa do trabalho……quando a tanta exploraçao entre os homens. quando tanto se rouba. tanto se ajuda os bancos falidos. havera coragem de nao ajudar quem mais precisa.e preciso bom senso……

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