EDP vai pagar mais de 2 milhões a Mexia (para não trabalhar na concorrência)

Miguel A. Lopes / Lusa

O ex-presidente executivo da EDP, António Mexia, já não trabalha na empresa, mas vai continuar a receber alguns milhões da eléctrica durante os próximos anos. Isto porque assinou um acordo de não concorrência.

A EDP firmou com António Mexia um acordo de não concorrência válido até 2023.

Desta forma, a eléctrica vai pagar ao seu ex-presidente executivo cerca de 2,4 milhões de euros e ainda seguros de saúde e de vida.



Estes dados constam do relatório anual da EDP, alusivo a 2020, e que foi consultado pelo Expresso.

“Como contrapartida da obrigação de não concorrência, a EDP obrigou-se a pagar ao Dr. António Luís Guerra Nunes Mexia, durante um período de três anos, o montante de 800.000 euros e a manutenção, durante igual período, do pagamento de prémios de seguro de saúde e de seguro de vida, assim como do Seguro de Vida PPR, cujo montante líquido representa 10% da remuneração fixa anual”, aponta o documento.

Em 2020, Mexia ganhou na EDP 2,37 milhões de euros brutos, sendo que apenas 970 mil euros foram relativos a remuneração fixa, enquanto os restantes respeitam a prémios de desempenho em 2019 e em 2017.

Mexia foi afastado da administração da EDP pelo juiz Carlos Alexandre no âmbito das suspeitas que enfrenta no processo judicial relacionado com as rendas da eléctrica nacional.

O ex-administrador da EDP, João Manso Neto, também suspeito no mesmo caso e suspenso de funções por decisão de Carlos Alexandre, assinou igualmente um acordo de não concorrência com a eléctrica, mas por valores inferiores aos de Mexia.

Manso Neto vai receber 560 mil euros por ano, até 2023, além das outras regalias também atribuídas a Mexia.

Em 2020, Manso Neto recebeu 1,65 milhões de euros em remunerações da EDP, tendo sido o segundo gestor mais bem pago da empresa, atrás de Mexia.

O terceiro mais bem pago foi Miguel Stilwell de Andrade, actual presidente executivo da EDP que foi administrador financeiro até 2020. No ano passado, o gestor recebeu 1,56 milhões de euros de remuneração.

A EDP pagou um total de 12,8 milhões de euros em salários aos membros do Conselho de Administração em 2020. Um valor que representa um aumento de 16% relativamente a 2019, ano em que os pagamentos foram de 11,05 milhões de euros.

ZAP //

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73 COMENTÁRIOS

    • É, é a coisa boa do liberalismo!
      Se a EDP fosse pública, era um problema de todos nós, mais ou menos como o problema da TAP (em ponto pequeno) e dos milhões que lá se estão a enterrar.
      Assim é um problema da TAP.

      • O que queria dizer era:

        É, é a coisa boa do liberalismo!
        Se a EDP fosse pública, era um problema de todos nós, mais ou menos como o problema da TAP (em ponto pequeno) e dos milhões que lá se estão a enterrar.
        Assim é um problema da EDP.

        • Eheheheee… tu tens jeito para o humor!…
          Comparar a EDP com a TAP já dá para rir – até porque a EDP pública NUNCA deu prejuízo – mas o melhor é mesmo alguém ter coragem de dizer que isto é uma coisa boa!!
          A realidade é assim: se a EDP fosse pública, os portugueses pagavam estes 2 milhões ao Mexia; como é privada, os portugueses vão pagar 2 milhões ao Mexia!!!
          É mesmo uma diferença brutal!…
          Realmente, o facto da electricidade ser bastante cara enquanto os lucros voam para fora de Portugal (e meia-dúzia de parasitas ganham o Euromilhões à custa do povo) é um excelente exemplo de liberalismo!…
          Do melhor, mesmo!!

          • Se não pagarmos ao Mexia continuamos a pagar o mesmo à EDP. A eletricidade continuará cara quer seja Pública ou Privada.
            Ele foi considerado o melhor gestor. Por isso assinou o acordo de não concorrência nos termos que lhe convieram.
            Continuemos a sonhar com coisas bonitas como eletricidade paga e/ou justiça célere entre outros

          • Os portugueses pagam ao Mexia???
            Fala por ti! Eu não pago nada ao Mexia. Paguei, sem opção, quando a EDP era pública, quando o Mexia andou a fazer negócios com o 44, agora não sou obrigado a pagar nada.
            E quando a EDP era pública deu imenso jeito. Imenso jeito ao 44, ao Mexia e ao Manso Neto, às negociatas das barragens, do grupo Lena, e da Odebrecht. Imenso jeito aos do costume.
            Essa é a beleza do socialismo. Enriquecem poucos, os do costume – os do sistema, e empobrece o povo todo.

            • Se a energia é assim tão cara, porque é que não aparecem mais fornecedores?
              O que eu sei é que, de um modo geral, pagamos a electricidade com impostos como se tratasse de um bem de luxo.
              Quem será o maior ladrão?

            • Eheheheee… muito gostas tu de desconversar!…
              Não pagas nada ao Mexia?
              Se tens electricidade em casa, vai lá ver de quem é o contador e toda a infraestrutura até ele e depois anda cá contar estorinhas…

  1. esperemos q daqui a uns anos não estejamos a dar milhoes a EDP p/ nao fechar. E que c/ tantos milhoes q estao a dar a 2 ex funcionarios nao ha certamente empresa q aguente.Este tipo de gestão é p/ arruinar a empresa, só pode. Este tipo de gente q ganha milhoes por ano NUNCA devia ter reforma alguma já ganhou direta ou não mt dinheiro p a vida toda. È INJUSTO q alguns ganhem tanto e outros tão Pouco…

  2. A EDP a pagar?… Deixem-se de tretas!… Já não basta ter a electricidade mais cara da Europa, para ainda pagarmos estas obscenidades remunerativas. Quando o povo de facto acordar…

  3. Isto só acontece (estas e outras) pelo povo conformado que somos. Olha os espanhóis… lá não fazem farinha com aquele povo!…
    Precisamos é de uma nova geração com o sangue mais quente!…

    • LOL, que belo exemplo que deu … Espanha!!

      O nível de corrupção em Espanha faz os políticos portugueses parecerem amadores.

  4. Temos aquilo que merecemos o Povo aceita e Bico Calado, EDP é sempre a roubar, agradecemos ao Passos Coelho, a venda desta aos chineses. Filho..s da Pu-La

      • Agradecer ao Passos por entregar um sector essencial e lucros garantidos a estrangeiros e, tachos de luxo a amigos?!
        O Catroga e os chineses já devem ter agradecido ao Passos…
        E, o Governo Português “injecta” milhões na EDP como pagamento pela energia consumida nos serviços públicos – dividendos é que nem vê-los – graças ao Passo Coelho!!

        • Pois. A culpa é sempre dos outros. Esquecemo-nos de que os colocamos no Governo.
          E nem sequer é justificável dizer “Eu, eu não os coloquei lá………….”
          Mas quem os substitui não é melhor.

        • Tachos?!?!?!?!?!
          És muito tontinho. Então não é nas empresas públicas que há mais tachos?
          Queres encontrar tachos, procura nas empresas públicas e na administração central e local. Até podes procurar às cegas e às apalpadelas. Sempre que deres um encontrão a alguém é muitíssimo provável que tenhas encontrado um tacho!

          • Sim, tachos!… a ver se deixas de ser tão tontinho:
            “Catroga em cargo milionário”
            “Ex-braço-direito de Passos Coelho nas negociações com a troika, vai acumular salário de 45 mil euros com pensão de 9.600.”
            CM, 10 DE JANEIRO DE 2012

            • Tachos são os padeiros deste país, sem estudos e que na verdade nem padeiros são, e que depois são nomeados como especialistas da proteção civil no governo.
              São tão especialistas que o primeiro acto são torrar dinheiro em golas inflamáveis, ao dobro do preço de mercado, compradas a uma empresa de um socialista, que nunca tinha vendido golas.

              https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/o-padeiro-que-aos-28-anos-chegou-a-especialista-em-protecao-civil-no-governo

              Esses são os tachos que existem aos montes nas empresas públicas e na administração.
              Ou será que acha que é nas empresas privadas que há mais tachos?
              Já agora, o Catroga foi ganhar o mesmo que o seu antecessor, António de Almeida. Será que o antecessor do Catroga era um tacho?

  5. O RC acredita mesmo que esses milhões não saem da nossa factura da electricidade? Por que será que ela é sempre tão alta e o governo não se incomoda muito com isso. Recusou-se a negociar as rendas, situação que tinha acordado de véspera com o BE, e ficou de consciência muito tranquila. Claro que esses valores que a EDP arrecada são para engordar as contas bancárias destes indivíduos, em offshores, que em vez de serem julgados são premiados! É a isto que se chama liberalismo??

      • Errado!
        A EDP é dona da infraestrutura de distribuição… se mudar para a Iberdrola continuará pagar à EDP (e ao Mexia)!!
        Pode mudar para o comercializador que quiser, continuará a pagar à EDP (e ao Mexia)!

        • Pois, este comentário é tão parvo como dizer que se comprarmos sapatilhas Adidas ou viaturas Jeep estamos a pagar ao Cristiano Ronaldo…

          • Hahahahaaa… deixa estar que o teu comentário não é nada parvo; é mesmo de génio!…
            Então o facto da maioria das casas portugueses terem contadores, infraestrutura de distribuição e boa parte da produção de electricidade propriedade da EDP é equivalente ao Ronaldo dar a cara pela Jeep?
            Brilhante!…

            • Pois, só é cliente da EDP quem quer.
              Se contratar um fornecedor diferente da EDP, então não é cliente da EDP, nem paga nada à EDP, mesmo que esse fornecedor tenha relações comerciais com a EDP.
              Da mesma maneira que se comprar sapatilhas Adidas ou viaturas Jeep não é cliente do Ronaldo, mesmo que a Adidas e a Jeep paguem milhões ao Ronaldo.

          • Pois… se não consegues perceber a diferença, deixa estar; fica para a próxima…
            Não são “relações comerciais”; é o contador, a infraestrutura de distribuição e boa parte da produção; coisa pouca!!

    • Liberalismo é ótimo! É liberdade! A Maria não gosta de liberdade? Eu gosto.

      Quem paga ao Mexia é a EDP. O problema é da EDP, não é meu, nem seu, nem dos portugueses em geral.
      Se eu concordo? Assim de repente parece-me excessivo, mas a EDP é que tem de se gerir a ela própria, e se ela entende que deve pagar, então que pague. É o dinheiro da EDP que é usado.

      A Maria o que deve fazer é avaliar os diferentes concorrentes da EDP. Se encontrar algum que lhe faça um melhor serviço, a um preço melhor, pode escolhê-lo. Se houver algum com o qual se identifique mais, pode escolhê-lo. A beleza do liberalismo é isto. A liberdade.
      Se entende que todos os prestadores prestam um péssimo serviço, a preços muito altos, e que gerem muito mal o dinheiro que ganham, então talvez seja uma boa oportunidade de montar o seu próprio negócio. Certamente fará melhor que essas empresas e por isso ficará muito rica.

      A TAP é outra história. Pagamos quer queiramos, quer não. Não temos opção de escolha. E as mais decisões da TAP caem-nos todas em cima, como está a acontecer. Isto é a tristeza no socialismo. A ausência de liberdade.

      • Já agora, eu não escolho a TAP, escolho as liberais Ryanair e afins, que são muito mais baratas e fazem aquilo que eu preciso.
        No entanto tenho de pagar na mesma a TAP…

      • Eu bem me parecia que o teu problema era viveres numa realidade alternativa!…
        Concorrentes da EDP? Em Portugal?
        Quem? Onde?
        Já ouviste falar da EDP Distribuição (agora E-Redes)?
        Pois… eles são donos de praticamente a totalidade de infraestrutura de distribuição de energia eléctrica domestica em Portugal… boa sorte a encontrar um concorrente!!

        • Olhe, porque é que não cria então uma empresa de distribuição de energia?
          Se acha que não há concorrência, se acha que os preços praticados estão acima do valor justo, se acha que os lucros são excessivos, então tem aí uma boa oportunidade de negócio.
          Junte-se a mais meia-dúzia de parasitas socialistas, de preferência sindicalistas, e mostrem como se faz melhor, em vez de criticarem tudo.
          É bom para vocês, que enriquecem a trabalhar, e é bom para o povo, que terá uma opção de escolha no mercado liberal.
          Força!

            • Ficamos completamente esclarecidos da razão de você não criar uma empresa de distribuição de energia!
              Há os empreendedores e os outros. Os outros deviam pelo menos ser humildes e não criticar os empreendedores.

        • Olhe, porque é que não cria então uma empresa de distribuição de energia?
          Se acha que não há concorrência, se acha que os preços praticados estão acima do valor justo, se acha que os lucros são excessivos, então tem aí uma boa oportunidade de negócio.
          Junte-se a mais meia-dúzia de parasitas socialistas, de preferência sindicalistas, e mostrem como se faz melhor, em vez de criticarem tudo.
          É bom para vocês, que enriquecem a trabalhar, e é bom para o povo, que terá uma opção de escolha num mercado liberal, onde todos podem concretizar os seus projetos e mostrar o que valem.
          Força!

        • Se diz que a E-Redes é dona de praticamente toda a rede de distribuição de electricidade em Portugal, então é porque não é dona de toda a rede. Assim, existe concorrência.
          Se o problema é não haver muita concorrência, então a solução não é nacionalizar (isso não resolve a falta de concorrência!). A solução é criar condições para aumentarem o números de empresas a operar, aumentado assim a concorrência.
          A EDP faz muito dinheiro a produzir e a vender electricidade, e tem concorrência. Existem diferentes produtores de electricidade, e alguns bem importantes. Muitos parques eólicos, barragens e centrais fotovoltaicas não são da EDP. Tem o exemplo das barragens do Tâmega, que são da Iberdrola. Assim, a concorrência é um facto!
          Você pode optar por qualquer um dos operadores. Até pode ser um pequeno produtor (se não tiver coragem ou capacidade de tentar ser um grande produtor). Por exemplo, instale painéis fotovoltaicos.

          • Mais um a tentar desconversar!…
            Tens ou conheces alguém que cujo contador/distribuição e electricidade doméstica não seja da EDP?
            Quando encontrares anda cá dizer e eu depois explico-te o que é a concorrência!…

          • Mais um a tentar “brincar” com as palavras!…
            Eu não falei em produção e vou voltar a repetir: “Tens ou conheces alguém que cujo contador/distribuição e electricidade doméstica não seja da EDP?”
            Qual é a empresa proprietária desse contador/rede de distribuição e em que localidade?

    • A Conta da EDP é sempre alta.
      Por favor analisem quais os itens que estão lá colocados.
      Se desligares a luz durante um mês vejam as taxas que pagas. Não são para a EDP na sua maioria. E não só na EDP.

      • Então a maioria da factura da electricidade não é para a EDP?!
        Mais um “Ventuta!…
        Vai lá analisar a factura e depois anda cá dizer se electricidade é barata e se estes 2,4 milhões de “prémio” para o Mexia (por ter sido afastado por supeitas de corrupção!), vão cair do céu!…

        • Antes de tentares escrever, tenta aprender a ler.
          O que o Soares Manuel escreveu foi “taxas”. As taxas não são para a EDP, são para os xuxas!

          • “Na tarifa final de eletricidade, 33% correspondem ao valor da eletricidade em si (preço em que a mesma é adquirida no mercado grossista somado aos custos da comercialização por parte do fornecedor de eletricidade) e os outros 67% equivalem às tarifas de acesso às redes (das quais 62,7% são o CIEG e os outros 37,3% são pelo Uso das Redes de Transporte e Distribuição)” da página:https://lojaluz.com/faq/tarifa-acesso-redes
            É a tarifa ou “taxa” de acesso as redes ou E-redes!!!! Para clentes EDP, Endesa, Iberdrola , Galp……

            • Ó Xico, explica lá melhor o que é o CIEG.
              Daquilo que percebi, isso acaba por ser a fatia de leão da conta de electricidade.
              Ah, e obrigado pela informação!

            • A EDP, além de receber esses 37,3% relativos ao Uso das Redes de Transporte e Distribuição (dos 67% equivalentes às tarifas de acesso às redes), ainda recebe boa parte dos 62,7% dos CIEG (custos de interesse económico geral), independentemente do comercializador da electricidade!
              E ainda há iluminados (ignorantes armados em sabichões!) que falam em concorrência e dizem com grande convicção que só paga à EDP/Mexia quem quer!…

            • O Eu! anda a baralhar tudo.
              Os CIEG são na maioria taxas, impostos e similares e, como tal, são para os xuxas.
              Na fatura da electricidade temos todo o tipo de taxas. Deixo um desafio elucidativo para quem quiser ficar esclarecido: tentem contar as taxas e impostos que pagamos na fatura da electricidade. Vão ter uma grande surpresa!
              Taxas, impostos e similares serão a maioria do que pagamos na fatura da electricidade, tal como acontece nos combustíveis.
              Este país de xuxas não é brincadeiras! Nem uma máfia extorquiria mais e melhor!

          • Ó aprendiz de Ventura, continuas a inventar! Bem taxadas deviam ser as tuas mentiras!
            Volto a repetir: boa parte dos CIEG vai para a EDP!!

            • O obcecado com o Ventura, estás a mentir.
              CIEG são taxas e impostos, e muitos. Incrivelmente é um conjunto de mais de 20!
              Mas diz lá qual é a “boa parte” dos CIEG que vai para a EDP. E até podes colocar uma referência que prove o que dizes. Simples.

          • Aprendiz de Ventura, tal como o teu “padrinho”, gostas de insistir na mentira mas, mesmo assim, deixo aqui algumas referências que podem ser úteis a quem, ao contrário de ti, não gostar de comer gelados com a testa!…
            Só os CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual – que são apenas uma parte dos CIEG (Custo de Interesse Económico Gera)l), dão 8,3% do valor total da factura de electricidade à EDP (em 2018, porque hoje é ainda mais)!…
            .
            Por exemplo:
            “Rendas da energia pesam 80 euros na conta da luz em 2018
            Os CMEC da EDP têm um peso de 8,3% na fatura das famílias
            Em 2018, os custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC) pagos à EDP por 16 centrais hídricas (barragens) vão custar aos portugueses 362 milhões de euros. Tendo em conta que existem cerca de seis milhões de consumidores de eletricidade, significa que cada família terá de pagar este ano, diretamente na sua fatura da luz, uma fatia superior a 60 euros, deste bolo milionário.

            Contas feitas pelo regulador, é praticamente impossível encontrar estes valores na fatura que lhe chega a casa todos os meses. Isto porque tanto os CMEC como os CAE, entre muitas outras parcelas (mais de 10), estão englobadas nos chamados custos de interesse económico geral (CIEG), que por sua vez dizem respeito a 40% do valor pago pelos consumidores domésticos de eletricidade, admite ainda a ERSE, independentemente de qual seja o fornecedor de energia elétrica contratado.”
            dinheirovivo.pt, 17 Julho 2018
            .
            “Rendas excessivas. Afinal o que estamos a pagar na fatura da eletricidade?

            Além de reembolsar o valor em dívida, os consumidores são também chamados a pagar juros sobre essa dívida e são juros que permitem às credoras, neste caso a EDP, vender a terceiros (titularizar) esses proveitos futuros. Os documentos da ERSE dizem que os encargos com o défice tarifário nos preços deste ano custaram 1.200 milhões de euros. Um encargo que pesa mais, em termos relativos na fatura das empresas, entre 2,6% e os 3,8%, do que as famílias — 1,5%.

            Sobretudo por via dos contratos CMEC, a EDP é muitas vezes apontada como a principal beneficiária das chamadas rendas, para quem recebe, e custos para quem paga. A empresa liderada por António Mexia é também a que tem o maior número de clientes, com cerca de 77% do mercado das famílias.”
            observador.pt, 27 jun 2018

            • Caro obcecado com o Ventura, CIEG são impostos, taxas e taxinhas, da responsabilidade do legislador, quer queira, quer não. Em concreto, CIEG são:
              – Diferencial de custos com a aquisição de energia elétrica a produtores em regime especial (PRE) mediante fontes de energia renovável e não renovável (cogeração), imputados à parcela II da tarifa de Uso Global do Sistema.
              – Rendas de concessão pela distribuição em baixa tensão.
              – Custos com o Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de energia elétrica.
              – Custos de natureza ambiental.
              – Custos com os terrenos afetos ao domínio público hídrico (amortização e remuneração).
              – Custos com mecanismo de Garantia de Potência.
              – Custos com a Autoridade da Concorrência (AdC).
              – Custos com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
              – Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores.
              – Custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira.
              – Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).
              – Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma dos Açores em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
              – Amortização e juros do défice tarifário, relativo aos custos com a convergência tarifária na Região Autónoma da Madeira em 2006 e 2007 não repercutidos nas tarifas.
              – Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão, relativo a 2006.
              – Amortização e juros do défice tarifário das tarifas de Venda a Clientes Finais em Baixa Tensão Normal, relativo a 2007.
              – Custos inerentes à atividade de gestão dos CAE remanescentes, pelo Agente Comercial, não recuperados no mercado.
              – Custos com a Gestão das Faixas de Combustível no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (limpeza de corredores de linhas aéreas).
              – Amortização e juros referente à repercussão nas tarifas elétricas dos custos diferidos de anos anteriores, respeitantes à aquisição de energia elétrica, ao longo de um período de 15 anos, nos termos do n.o 4 do Artigo 2.o do Decreto-Lei n.o 165/2008, de 21 de agosto.
              – Amortização e juros referente à repercussão nas tarifas dos custos diferidos de anos anteriores, decorrentes de medidas de política energética, de sustentabilidade ou de interesse económico geral, ao longo de um período máximo de 15 anos, nos termos do n.o 4 do Artigo 2.o do Decreto-Lei n.o 165/2008, de 21 de agosto.
              – Ajustamentos da atividade de aquisição de energia do comercializador de último recurso, referentes a 2011 e a 2012, definidos para efeitos da sustentabilidade dos mercados.
              – Tarifa Social.
              – Diferencial positivo ou negativo definido para efeitos de sustentabilidade, equidade e gradualismo financeiro do CUR a repercutir na parcela II da tarifa de UGS do ORD.
              – Sobreproveito associado ao agravamento tarifário nos termos do n.o2 do artigo 6o do Decreto-Lei n.o104/2010, de 29 de setembro.

          • Boa, xuxa!!
            Continua que estás quase lá… agora só falta dizeres quais desses Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) vão para a EDP (como os CMEC que lhes rendem milhões) e qual a porcentagem de cada um!
            Quando chegares a essa fase, vais descobrir que, tal como eu referi desde o início: BOA PARTE dos CIEG vão para a EDP!!
            Continua que és capaz de chegar lá… mais vale tarde do que nunca!…

            • Para pensar, se houver capacidade: se eu devo dinheiro a alguém e digo a uma terceira pessoa para pagar a quem eu devo. A pessoa que paga não estará a pagar-me efetivamente a mim, saldando a minha dívida???
              É que se pagarem por mim, abatendo a minha dívida, eu já não terei de pagar…

  6. Hoje o Zé paga paga a ladrões, corruptos e outros que nos tratam abaixo de cão.
    Hoje temos a eletricidade e gaz mais cara da Europa com Portugal com o ridículo Ordenado Minimo.
    É só a roubar, a diferença de hoje para 50 anos atrás!

  7. Problema da EDP e politica de querer ser grande quando se e pequeno. EDP creceu porque nao criaram concorrencia interna por motivos jogos de poderes governativos e interesses mesquinhos e ignorantes. Hoje, assiste-se a erros do passado e aceitamos naturalmente…
    Capitalismo e mercado livre e bom quando os governos teem uma ideia, um projeto para pais, em Portugal foi para turismo e algumas empresas da Alemanha que vieram mas com contrapartita para ganhos de subsidios da UE e obtencao de vantagens do mercado Portugues, os restantes grupos empresariais tiveram de fechar enviando milhares de desempregados para reformas antecipadas, pais perdeu conhecimentos criticos para sempre, isto foi um crime sem igual…
    A EDP so anda surfar na onda dos governos e ser levada ao colo, concorrencia que existe e de fachada, para nao dizer la fora que nao existe. Meu amigos, os premios e comicoes e premios deveriam ser entregues a quem faz por isso. Nas empresas onde o povo e cliente nem vale a pena comentar porque qualquer um que la vai administrar nem precisa de nada e so assinar uns papeis e cosar a vida a grande e a francesa e tudo muito cor de rosa…. dificil e abrir empresa e trabalhar no duro e levar ao sucesso….em portugal as pessoas sao espertas mas a jogos e joguinhos que impedem a concorrencia e entrada de concorrencia, ora e grande vantagem para quem esta dentro…
    Erro muito grande e falarem como se todos fossemos parvos. O pais com universidades e politecnicos do norte a sul e nao aceitarem as ideias e conhecimento que la sai e as pessoas que teem que sair ou empregar-se em qualquer coisa, e isto o pais que quer ser um exemplo de desenvolvimento.
    E urgente e aconselhavel para o futuro do pais e da empregablidade das novas geracoes olharem para modelo dos paises do Norte da Europa com certa urgencia porque estamos muito atrasados em muitas coisas e a maior difrenca e mentalidade e aceitacao de ideias e valorizacao dos trabalhadores e aceitalos como membro de grande valor…. nao ficar pela teoria e na pratica ignoram as pessoas e conhecimento adquirido….
    MInha opiniao o pais deveria abrir o mercado das energias a novas ideias novos conceitos e novos protogonistas e deixarem-se de joguinhos e compadrios, que so leva a atrazos do pais.

  8. Foi feita, na altura, uma auditoria às privatizações da EDP e da REN ( não nos podemos esquecer que a rede elétrica nacional também foi privatizada!) que afirmou que não tinham sido tomadas medidas legislativas para acautelar o interesse estratégico nacional, tendo sido feitas contratações de assessores fora de todas as regras. A Parpública contratou consultores externos do BESI, (“chefiado” por Ricciardi) que tinham trabalhado para si, na avaliação das empresas para venda! Foram ou não assegurados os interesses dos investidores?? Não foi só no tempo do 44!! O TC disse ainda que não tinha sido fixada qualquer cláusula de penalização em caso de incumprimento das condições acordadas, em matéria de interesse nacional. É a isto que se chama liberdade, isenção, defesa do interesse do consumidor? O meu medo é que, com o depósito destes bens de interesse mais que público, como a electricidade e a água das barragens que a produzem, em mãos completamente alheias qualquer dia não possamos nem sequer dar à luz!!!

  9. Isto é simplesmente escandaloso. Eu pago, nós pagamos as contas da luz, como quem nos arranca as tripas, porque sabemos que metade é para alcavalas como esta, para manter buracos inexplicáveis e sustentar os gananciosos impunes. Como é que estes e outros fulanos conseguem dormir, sobre a injustiça gritante em que navegam? Porque o mais ignóbil que existe no mercado, não é o desejo de quem compra, mas a ganância de quem vende. E NÃO HÁ NINGUÉM DA RAÇA HUMANA QUE MEREÇA GANHAR MAIS DO QUE AS SUAS CAPACIDADES HUMANAS O PERMITAM (já estou a incluir aqui as diferenças de capacidades) mas tudo o que vai acima disto é uma ignomínia à justiça que todo o homem merece. Estes atentados só existem e ficam impunes, porque o sistema está podre por dentro, e quem o há-de julgar e punir? Antes de Abril ou logo depois, a ordem era nacionalizar tudo o que era coisa, pelos mesmos que agora, tão estranha e facilmente, se desprendem do que devia sempre ser nacionalizado como a EDP, TAP, etc, pior ainda, quando as privatizações foram parar aos estrangeiros que, duma forma geral levam o dinheiro para fora, ficando o país duplamente prejudicado, enquanto continua a ser o consumidor a pagar isto tudo, porque não tem alternativa.

    • Exactamente, mas há anjinhos que acham que, porque a EDP agora é uma empresa privada (embora de um sector essencial e praticamente com o monopólio na distribuição de electricidade residencial em Portugal), não há qualquer problema!…
      Os 2,4 milhões para o Mexia (que está a ser investigado por corrupção, etc, etc) NADA fazer, vão cair do céu!

  10. Nosso maior risco, problema, erro politico e simplesmente nao terem criado legislacao a penalizar este tipo de gente. Nao servem para exemplo algum porque gerir empresas cujo clientes sao as pessoas teem obrigacao de dar lucros. Erros sucessivos acumulam quando empresas dao prejuizo e os administradores recebem premios, presentes, extras…e roubarem as claras e passar um atentado de burrice a todos nos… mais alarmante sao os politicos nao quererem combater a corrupcao… que tem origem na assembleia da republica e que nos afeta a todos e limitanos o futuro….
    Os portugueses estao a pagar pelos erros politicos, porque nos paises nordicos ate recebem menos do que ai, claro em proporcao da produtividade…. ai e so distribuir, claro pelos politicos, resto nao conta…

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