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Economia russa vai sofrer bastante mais com o embargo ao petróleo do que a União Europeia

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Os países de leste são os mais dependentes do petróleo russo e serão os mais afetados, mas mesmo assim, a economia da Rússia sofrerá um impacto bastante maior.

Vários estudos têm saído nas últimas semanas que avaliam o impacto económico que se pode esperar do embargo da União Europeia ao petróleo e gás russos. No geral, Moscovo deve sofrer mais com a decisão do que os 27, escreve o Público.

No estudo “The Economic Consequences of a Stop of Energy Imports from Russia”, do Conselho de Análise Económica francês, os autores assumiram que os países conseguem, pelo menos em parte, substituir os produtos que compram à Rússia, mesmo que os preços sejam mais caros.

Neste cenário, o impacto para a Alemanha está entre os 0,3% e 3%, o que, na pior das hipóteses, pode levar a que a economia entre em recessão. Já França, Itália, Portugal e Espanha estão entre os países menos afetados, com o efeito a variar entre 0,15% e 0,3%.

Como seria de esperar, os vizinhos da Rússia são os que mais vão sofrer. O impacto económico para a Lituânia, Bulgária, Eslováquia, Finlândia e República Checa já oscilaria entre 1% e 5%.

Os investigadores sugerem que aplicação de uma taxa alfandegária de 40% seria uma alternativa melhor para os países que dependem mais da Rússia, já que permitiria uma redução de 80% das importações em vez de um corte total repentino.

Uma outra pesquisa realça que, mesmo no caso dos países de leste, o impacto sofrido pela Rússia vai ser sempre superior. Caso o bloqueio seja feito apenas pela UE, o efeito seria três vezes maior na Rússia do que nos 27, (2,27% e 0,71%), ms se mais países se juntarem ao embargo, o impacto seria bem maior.

Se outros estados com relações hostis com a Rússia aderirem, a economia de Moscovo sofreria um impacto negativo de 11,29%. Já se o mundo inteiro se juntasse, a recessão já poderia chegar aos 33%.

  ZAP //

1 Comment

  1. O petróleo é um bem escasso, os Russos se não venderem à europa venda a China, India, quem vai sofrer somos nos os consumidores europeus e vamos ter que pagar muito mais

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