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“Se as pessoas de esquerda forem votar, haverá duas candidatas à frente de Ventura”, apela Marisa

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GUE/NGL / Flickr

Marisa Matias, candidata a Presidente da República

Marisa Matias elevou a fasquia e sugeriu que, além de Ana Gomes, também ela pode superar o líder do Chega. Catarina Martins tentou mobilizar os eleitores com um apelo ao voto anti-Ventura: “Domingo é dia de deixar bem claro que em Portugal não há caminho para aprendizes de Trump”, apelou.

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Ainda falta um dia para o final da campanha para as presidenciais, mas na prática o ponto culminante da volta de Marisa Matias pelo país terá acontecido esta quinta-feira.

Catarina Martins abriu o caminho com um apelo ao voto anti-André Ventura, sendo que e a candidata falou ao coração da esquerda (e das mulheres) antecipando um cenário em que também ela possa superar o deputado do Chega.

No comício de quinta-feira, o nome de Ventura deixou de ser tabu e desta vez a candidata do Bloco de Esquerda disse, letra por letra, o apelido do adversário que a insultara na semana passada. E tentou arregimentar as tropas que parecem estar longe da mobilização de há cinco anos, noticia o Expresso.

“Se as pessoas de esquerda forem votar, haverá duas candidatas à frente de Ventura, e não só uma”, fazendo referência a Ana Gomes.

Apelou, vincando que a “política do ódio” terá de ser derrotada pela democracia e pela solidariedade. Sublinhou ainda que o momento é de “emergência”: “emergência covid”, “emergência desemprego”, “emergência racismo”, “emergência climática” e “emergência liberdade”.

Assumindo-se como uma das “filhas da liberdade”, a eurodeputada lamentou o “insulto grosseiro” que pautou a mensagem de Ventura e reforçou o repto para um voto no domingo “contra a boçalidade” dos “pseudo valentes”, um sintoma de “ignorância dos que têm medo”.

Dirigiu-se também aos mais jovens, e sobretudo aos estreantes em sufrágios presidenciais: “Se vais votar pela primeira vez, vota pela liberdade que nos deram os nossos pais e os nossos avós. Vota pela democracia, que é o ar que respiramos.”

Antes da candidata, foi Catarina Martins a tomar conta do púlpito. A coordenadora nacional do BE apareceu pela segunda vez ao lado de Marisa Matias no período oficial de campanha e quis dar uma ajuda para prevenir uma abstenção que ameaça bater recordes, como o próprio Marcelo Rebelo de Sousa já sinalizou.

“Domingo é dia de deixar bem claro que em Portugal não há caminho para os aprendizes de Trump”, apelou Catarina Martins, que trouxe à tona a corrente #vermelhoembelem para alavancar a companheira de partido.

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“A Marisa incomoda muito estes aprendizes de Trump. Já repararam? Não é por acaso…”, realçou a líder bloquista, que tratou de apresentar uma solução aos eleitores: “Um país que vota Marisa é um país onde os aprendizes de Trump não têm caminho.”

Tal como Marisa, Catarina também apelou ao voto dos mais novos. “Em nome dos vossos pais e avós, que lutaram para que pudéssemos votar, e também dos pais e avós que não podem sair no domingo, vão votar”.

  ZAP //

2 Comments

  1. Vergonhosa esta campanha das extremas-esquerdas e esquerda contra André Ventura, incapazes de reconhecerem os problemas e erros que afetam a sociedade e não na cor da pele, não é aí que está o problema! Procuram intitulá-lo de racista e fascista quando eles próprios não passam de tentáculos dos regimes comunistas mundiais responsáveis pelos mais horrorosos crimes praticados contra a humanidade.

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