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Mais de dois milhões de baixas entre Janeiro e Maio custaram 617 milhões ao Estado

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A atribuição do subsídio por isolamento profilático devido à covid-19 foi uma das principais causas do aumento. A subida foi de 82% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos primeiros cinco meses deste ano foram atribuídas mais de dois milhões de baixas médicas, um aumento de 82% relativamente ao mesmo período de 2021, segundo os dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social citados pelo Público.

Só em Maio foram dadas 333.037 prestações de doença, mais 86% que no mesmo mês em 2021. No total, a despesa nos primeiros cinco meses com as baixas chegou aos 627 milhões de euros, mais 181,9 milhões em comparação com o mesmo período de 2021, o que equivale a um aumento de 40,9%.

As prestações consideradas na contabilidade da Segurança Social incluem o subsídio de doença, o subsídio de doença profissional, o subsídio de tuberculose, a concessão provisória de subsídio de doença e as baixas por contágio — mas a atribuição do subsídio por isolamento profilático pelo coronavírus SARS-CoV-2 foi uma das principais causas deste enorme aumento em relação ao ano passado, já que a variante Ómicron desencadeou a maior vaga de casos desde o início da pandemia.

Recorde-se que a 1 de Janeiro, Portugal contabilizava um total de 1,4 milhões de pessoas infetadas desde a chegada do vírus, em Março de 2020. Desde então, o país já contou com mais 3,5 milhões de infeções — quase 70% do total desde o início da pandemia — sendo que esta semana já chegou à marca dos cinco milhões de casos.

Para além das baixas por doença, também se notou uma grande subida nas prestações de assistência a descendentes. De Janeiro a Maio de 2022, o aumento foi de 107% face ao mesmo período de 2021. O valor médio pago ronda os 126 euros por beneficiário.

  ZAP //

3 Comments

  1. Neste momento parece-me absurdo continuar a existir o subsidio pelo isolamento profilático quando deixou de existir qualquer condicionamento para a prevenção.

  2. Quem passa as baixas aos médicos, devem ser os médicos, talvez até aqueles que dizem que trabalham muito, que depois dos 55 anos já estão velhos já não podem fazer urgências, e que recebem para averiguar num doente a baixa médica,ou a necessidade de Reforma, e mandam o doente trabalhar mesmo que o doente esteja todo partido, de maca ás portas da morte, contratem os médicos que fazem milagres na guerra da Ucrânia e dêem o dobro do que os nossos médicos ganham, médicos que estão habituados a trabalhar por amor profissional,não estão habituados a deixar morrer por uns euros, nem consigo ver a diferença de um criminoso (Putin) que deixa morrer uma criança com uma bomba, com um médico profissional de saúde que deixa morrer uma criança por falta de Assistência.

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