Dois dirigentes da Iniciativa Liberal demitem-se com críticas à direção

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Tiago Canhoto / Lusa

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, durante a visita à empresa agrícola, Fruta Divina, Odemira

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo

Dirigentes demissionários acusam a direção de “déficit democrático” e “falta de separação de poderes”. 

João Almeida e Rui Escaleira, dos concelheiros nacionais da Iniciativa Liberal, renunciaram esta semana ao cargo, menos de um mês após o Conselho Nacional do partido. As renúncias aconteceram na segunda e quinta-feira, respetivamente, com os dois dirigentes a abandonarem o órgão máximo entre convenções. Ao jornal Expresso, João Almeida confirmou a decisão, mas recusou avançar uma justificação, a qual reservou para os membros do CN. Ainda assim, explicou que deixou de se “rever naquele projeto e forma de fazer política, por uma minoria”.

Para além das explicações dos dois antigos dirigentes, a última reunião dos liberais ficou marcada pela avaliação dos dois órgãos executivos, a Comissão Executiva e os Núcleos Territoriais, nomeadamente com questões colocadas à direção do partido precisamente por uma dezena de conselheiros nacionais – alguns dos quais pertencentes à ala mais crítica da direção. No entanto, o Observador noticiou que o ponto foi chumbado.

Também Rui Escaleira recusa avançar com mais pormenores sobre a sua saída. Contudo, o Expresso cita a sua carta de demissão para estabelecer que os motivos são semelhantes às críticas feitas durante a última Convenção Nacional, nomeadamente o desrespeito pelo órgão e até a transformação num “campo de batalha” a relação entre a direção e a oposição interna.

As razões que me levam a tomar esta decisão prendem-se com o desrespeito a que o Conselho Nacional é votado pelos seus membros, eleitos e não eleitos, da falta de separação de poderes e do déficit democrático inerente ao que tem sido o seu funcionamento”, pode ler-se no documento.

Por sua vez, a Iniciativa Liberal confirma as decisões dos membros, ressalvando ser normal existirem “opiniões divergentes”, sobretudo num “partido jovem e em crescimento“, recusando alongar-se nos esclarecimentos. “Os dois membros serão substituídos no próximo CN. Os membros [suplentes] seguintes da lista vão ser contactados e convocados para a próxima reunião do órgão”, explicou fonte do partido ao Expresso.

  ZAP //

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