Greve dos enfermeiros deixa doentes oncológicos sem tratamentos e cirurgias

A segunda “greve cirúrgica” dos enfermeiros, que arrancou no passado dia 31 de janeiro e se estende até ao fim de fevereiro, está a obrigar à suspensão de tratamento e cirurgias de doentes oncológicos. 

De acordo com o Jornal de Notícias, que avança a notícia na sua edição impressa desta sexta-feira, existem vários doentes nesta situação, uma vez que a greve dos enfermeiros não está a cumprir os serviços mínimos.

No Centro Hospitalar Universitário do Porto, o diretor clínico José Barros denunciou este semana que apenas cinco dos 26 doentes “prioritários” foram operados. Destes, quatro eram doentes oncológicos.

Já no Centro Hospitalar Tondela Viseu, na terça e quarta-feira não foram operados vários doentes, apesar de estarem abrangidos pelo regime de serviços mínimos. No Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, ficaram 38 cirurgias por fazer esta semana, que cumpriam os critérios para serem integradas nos “serviços mínimos”.

O presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Médicos António Araújo denunciou também que doentes oncológicos nos hospitais do São João, Santo António e Gaia não estavam a ser operados.

A segunda greve dos enfermeiros às cirurgias hospitalares deverá prolongar-se até 28 de fevereiro e é esta sexta-feira alargada a mais três centros hospitalares: Coimbra, Lisboa Norte e Setúbal. Nesta quinta-feira, o Governo aprovou a requisição civil de enfermeiros

  ZAP //

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20 COMENTÁRIOS

  1. É para se morrer mais depressa!!
    Realmente acho isto uma pouca vergonha.
    Nunca se está bem com nada! Mas isto é brincar com a saúde das pessoas.
    Haja paciência.

  2. Grande mentira, já chega de inventar noticias. Portugal esta a ter um comportamento vergonhoso para com a classe dos enfermeiros. Doentes oncológicos estão garantidos assim como todas as cirurgias de carácter urgente. Todos os outros funcionários públicos recebem mais que eles, e vocês tratam-nos como se fossem lixo. Eu moro no estrangeiro e aqui vem os portugueses como mesquinhos e sem empatia pelos que cuidam dos doentes, nunca vi uma coisa assim, sinto vergonha. Haviam de fazer como na Noruega e despedirem-se em massa para verem como eles fazem falta. São seres humanos com vidas pessoais e sonhos, ridículo o tratamento a que estão sujeitos. Todos no SNS deviam ser acarinhados, deixem a vergonha de pensar por elites e de so protejerem a classe medica, evoluam e deem valor a todos.

    • Pois, também acredito que haja um exagerar das situações e estas notícias são muitas vezes “plantadas” pelo governo. Sendo professor sinto o mesmo que tu! Só posso falar bem da vossa classe e desejar que alcancem o que é vosso por direito!

    • O que é que o “Sr” acha que é urgente? Quem define a urgência? Hoje não é urgente mas adiado para daqui a 3 ou 6 meses, se calhar é fatal.
      Não tente defender o indefensável. Deus queira que um dia você não tenha um cancro que necessite de ser operado e veja a sua intervenção cirúrgica adiada 2 vezes. E não, não é história. Passou-se com a minha esposa.
      TENHAM VERGONHA NA CARA que está visto não têm!

    • Vai mas é trabalhar pá.

      Desde quando é que já se usa crowdfunding para fazer greve.
      Qual é o cidadão comum e sem interesses secundários vai pagar para os enfermeiros fazerem greve.
      Abre os olhos.

      • Não importa quem contribui. O crowdfunding é apenas Uma plataforma da exclusiva responsabilidade do indivíduo,. Ou organizaçao. Não está em causa o dinheiro dos contribuintes do estado.

    • è mentira minha vizinha doente oncológica foi até ao bloco e foi mandada embora por não haver enfermeiros.Têm direito aos seus direitos sim mas brincar com a saúde dos doentes não. Cirurgias nunca deviam de ser adiadas.Lamento ferir os sentimentos de alguns mas tenho o direito á minha opinião.

  3. Tendo o meu pai como doente oncológico, só espero que haja bom senso e que não seja prejudicado…
    Mas os enfermeiros têm o direito a fazer as greves que entenderem… Enfim…

  4. É impossível ficar indiferente perante esta situação. Pergunto se ainda há alguém que defenda estes energúmenos, advogados incluídos, para efeitos de providência cautelar? É um facto que o Estado português é um Estado de direito, e portanto deverá cumprir as leis, mas neste caso o que está em causa, no Estado de direito que somos, repito é o direito aos cuidados de saúde que estão a ser negados por um bando “inorgânico” de mercenários ancorados na Bastonária de Treblinka. Oiçam a reportagem de ontem que a senhora deu à TVI.

  5. É pena os enfermeiros não terem pai ou mãe, ou eles mesmos a sofrerem de cancro, assim iam sentir na pele a dor. Não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós. Concordo que lutem pelos seus direitos mas de forma que não ponham em risco vidas humanos, pois vai contra o princípio deles “salvar vidas humanas”.

  6. Quem tem de resolver este tipo de problemas é quem está na administração dos hospitais, caso não o consigam passa p/ o governo que será o “patrão” dos funcionários públicos. Foi bom não foi estas décadas todas só ter o lado bom, agora tem de colher o que andaram a semear, que antes era sempre outros que estavam no governo, agora são vocês os srs facilidades… onde não há pão todos choram e ninguém tem razão. Povo está mais do que na hora de EXIGIR a esta classe de politicos p/ restituírem o que nos ROUBARAM durante décadas. Não há dinheiro p/ a saúde nem p/ a educação, mas há dinheiro p/ dar a quem não devem… reclamem. Se todos se unissem eles viam o que era bom…

  7. Revoltem-se contra o estado e não contra os Enfermeiros. Isto é fácil de resolver. Paguem o que é devido aos Enfermeiros. A culpa de não serem prestados cuidados não é dos Enfermeiros, é do estado. Não é o código deontológico nem as boas intenções que põem comida nos pratos!!! Façam um ‘empréstimo’ à CGD e paguem aos Enfermeiros!!!

  8. Uma coisa inédita, foi atingida: desta vez, a greve está a Fazer mossa. Ou seja, já se tem a atençao do povo, ministros, deputados…
    Estava complicado. Agora sim!

  9. É pena a doença nem eu não poderem escolher profissões senão escolhia enfermeiros e professores.
    Só para perceberem um bocadinho o que é ser um “cidadão normal” em Portugal. Tive um cancro e mais umas coisas a mistura e sabem:pago tudo como os outros,estudei até a faculdade, trabalho não sei quantas horas por semana eventualmente mais de 50h,educo um filho e não tenho subsídios nem baixas e que? Vamos falar de direitos?
    Sobrevivi e não foi com a Cofidis.Não sou coitadinha,sou modesta e entendo que vivo num país de limitações onde infelizmente por mera mentalidade há classes que se acham superiores e esquecem-se que a maioria nem metade das regalias tem.VERGONHA

  10. Só peço é que os Srs Enfermeiros tenham familiares a precisarem de ser tratados e que em vez disso vão parar a uma casa mortuária.

    AH esqueci-me de um pormenor. È que os familiares são sempre tratados, pois há sempre uma cunha a funcionar.
    Quem paga a greve? Claro gente ligada ao Partido da Bastonária que é do PSD. Ouvi na televisão no programa “O Outro lado” o sr do PSD gabar-se que tinha dado um subsidio. Não deve ter ninguém doente na familia ou então funcionam as cunhas.

    • Não entendo o porquê, de quem paga a greve.. existe Uma plataforma, e cidadãos anónimos, ou os próprios enfermeiros decidem por si, o que Fazer com o seu dinheiro.

  11. Fantástico!!!
    A greve deve ser feita para reivindicar direitos.
    As pessoas que fazem greve sempre foram penalizadas, pq indepentemente de ficarem sem salário, queriam, acima de tudo, ser ouvidas, independentemente do seu próprio prejuízo!
    Estes sres/sras enfermeiros fazem greve de barriga cheia e à custa dos outros, perjudicando o bem mais importante de um ser humano: A SAÚDE !!!
    O CONCEITO DA EXISTÊNCIA DA GREVE NÃO É, DE TODO, ESTA PALHAÇADA!!!

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