Dívida pública da Grécia vai atingir máximo de 177% do PIB este ano

Josh Clark / Flickr

Janela de um banco em Atenas, Grécia, 2007

Janela de um banco em Atenas, Grécia, 2007

A Comissão Europeia espera que a dívida pública da Grécia atinja o máximo de 177% do PIB este ano, segundo um relatório no qual se considera que a retoma económica está próxima apesar dos riscos que persistem.

Segundo o documento da Comissão Europeia, após as missões realizadas na Grécia entre setembro de 2013 e março deste ano, o país está “em geral no bom caminho” no cumprimento das condições estabelecidas como contrapartida do segundo resgate.

Para Bruxelas, a recessão económica “está a tocar no fundo” e é esperado que a Grécia volte a crescer ao longo este ano, fechando o ano com uma subida do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,6%, igual à da previsão anterior, apesar de avisarem que “persistem riscos consideráveis” quanto à recuperação macroeconómica.

Quanto à dívida pública, é previsto que esta atinja o máximo de 177,2% do PIB este ano, face aos 175% de 2013, o que contraria o anterior relatório, de julho, que estimava uma ligeira queda este ano da dívida pública para 175%.

O documento prevê também que a dívida pública seja de 125% em 2020 e 112% em 2022. Valores que ficam acima da projeção anterior, em que era estimado que a dívida grega seria de 124% do PIB em 2020 e ficasse já abaixo de 110% em 2020.

Sobre as reformas estruturais, Bruxelas pede ao Governo grego que aplique o negociado “para restaurar e promover rapidamente o crescimento” e o emprego e diz estar preocupada com os possíveis atrasos que podem resultar do programa de privatizações, devido à persistência de “obstáculos significativos e ineficiências administrativas”.

Quer ainda “novas reformas no mercado de trabalho”, embora reconheça que “a sensibilidade desta questão pode tornar difíceis progressos nesta área”.

Em relação ao setor financeiro, a Comissão Europeia diz que Atenas “continua empenhada em tomar todas as medidas necessárias para assegurar que os bancos estão saneados e adequadamente capitalizados” de forma a apoiar a retoma económica. No entanto, adverte, pode haver novas necessidades de capital nos bancos, especialmente se não fizeram urgentemente frente ao alto nível ativos problemáticos que têm nos seus balanços.

A Grécia está sob assistência financeira internacional desde 2010, tendo já recebido dois empréstimos da ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em troca de rigorosos programas de austeridade.

Um eventual terceiro resgate deverá ser discutido no verão. Em contrapartida desse terceiro pacote, a Grécia pode negociar um novo acordo de redução de dívida com os credores.

/Lusa

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