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“Dia da liberdade”. Reino Unido prepara-se para levantar restrições, máscara será opcional

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Lindsey Parnaby / AFP

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deverá revelar esta semana os planos para reduzir as restrições contra a covid-19, previstos para 19 de julho, o “dia da liberdade”.

A antecipação do final das restrições tem levado a alertas de cientistas que argumentam que apesar da cobertura de vacinação, a variante Delta – que é mais transmissível e dominante no país – introduz um grau de incerteza que não permite excluir que os internamentos subam ou que haja perturbações significativas.

Ainda assim, a decisão parece já estar tomada. “Acreditamos que chegou a altura de o público começar a aprender a viver com a covid-19”, declarou uma fonte de Downing Street ao jornal Sunday Times.

“Todos os dados e modelos científicos sugerem que o levantar das restrições vai trazer um aumento de casos mas, com o sucesso da vacinação e a quebra da ligação entre hospitalizações e mortes, estamos confiantes de que não há risco de pôr pressão adicional sobre o NHS”, o serviço nacional de saúde britânico.

Contudo, nem todos concordam com esta previsão. O Observer diz que há “cientistas a avisar que é ainda possível que os hospitais fiquem no limite durante o verão se não se mantiverem nenhumas medidas de supressão da covid depois de 19 de julho”.

Susan Michie, diretora do Centro para Mudanças Comportamentais da University College London, do grupo de aconselhamento Sage, diz, citada pelo Público, que “permitir que a transmissão comunitária aumente é como estar a construir ‘fábricas de variantes’ a uma velocidade muito rápida”, declarou no Twitter.

Já o presidente da British Medical Association (BMA), Chaand Nagpaul, comentou que não tem de ser tomada uma decisão de “tudo ou nada” em relação às medidas e criticou a fixação no anúncio de uma data, sublinhando que o Governo prometeu antes tomar decisões “baseadas em dados e não em datas”.

O Reino Unido tem 66% da população vacinada com a primeira dose e uma percentagem de 49% totalmente vacinada, segundo o site Our World in Data, da Universidade de Oxford.

Uso de máscara vai passar a ser escolha pessoal

Por outro lado, no país, o uso de máscara vai passar a ser uma escolha pessoal.

A revelação foi feita por Robert Jenrick, ministro da Habitação do governo britânico, em declarações à Sky News.

“Será uma fase diferente, na qual seremos nós, cidadãos, a decidir, em vez de ser o Governo a dizer-nos o que fazer. Parece que podemos agora andar para a frente e passar para um regime muito mais permissivo, afastando-nos assim dessas restrições que têm sido tão difíceis para nós. Vamos ter de garantir que todos os adultos recebem as duas doses da vacina, porque isso é chave para manter o vírus sob controlo à medida que nos aproximamos do outono e do inverno”, explicou Jenrick.

  ZAP //

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