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França investiga desaparecimento do presidente da Interpol na China

Web Summit / Flickr

O presidente da Interpol, Hongwei Meng, na Web Summit 2017, em Lisboa

A polícia francesa abriu uma investigação ao desaparecimento do presidente da Interpol, o chinês Hongwei Meng, do qual sua família não tem notícias desde que no último dia 29 de setembro viajou para o seu país, partindo de Lyon, sede da organização policial internacional.

Segundo a rádio Europe 1, a esposa de Hongwei Meng, que continua em Lyon com os filhos, dirigiu-se à Polícia porque não tinha nenhuma informação do marido, de 64 anos, desde que o presidente da Interpol viajou para a China, há 6 dias.

A Polícia Judicial francesa interrogou a mulher de Hongwei, após o que decidiu abrir uma investigação por desaparecimento para averiguar o seu paradeiro.

Hongwei Meng era vice-secretário de segurança chinês quando em novembro de 2016 foi escolhido para comandar a Interpol, substituindo a francesa Mireille Ballestrazzi, para um mandato de quatro anos.

Considerado um peso pesado do Partido Comunista Chinês, a sua nomeação criou grande mal-estar entre as organizações defensoras dos direitos humanos, que consideram que Pequim se serve da Interpol para perseguir opositores ao regime.

A Interpol, composta por 192 países e que coordena a acção policial internacional, assegurou altura que o presidente não se ocupa da direcção operacional da organização, tarefa desempenhada pelo secretário-geral da organização, função actualmente ocupada pelo alemão Jürgen Stock. O artigo 3 de seus estatutos proíbe toda ingerência da Interpol em matéria política.

  // EFE

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