Mais de 60% dos portugueses deixaram de ir a restaurantes. Só 33% considera que o Estado prioriza a saúde

Miguel A. Lopes / Lusa

A nível nacional, 63% dos portugueses que continuaram a ir a espaços de restauração indicaram o convívio familiar com principal motivo da deslocação. A nível dos cuidados de saúde apenas 33% dos portugueses consideram que Governo trata esta área com a importância necessária.

Na última quinzena, o Governo apertou as restrições aos restaurantes nos concelhos de maior risco, ao impor o encerramento às 13h.

Esta medida terá contribuído para o afastamento dos clientes da restauração. De acordo com a mais recente sondagem da Intercampus, 62,9% dos inquiridos optaram por não frequentar restaurantes nos últimos 15 dias, sendo que apenas 36,5% dos participantes revelaram ter ido comer fora.

Na análise por regiões, o inquérito concluiu que foi na zona de Lisboa que a maior parte dos inquiridos respondeu afirmativamente (40,9%), segue-se o Norte (36,4%) e o Alentejo (34,7%).

As idas ao restaurante conquistaram sobretudo os homens (40,2%), face a apenas 33,1% de respostas positivas por parte das mulheres. A faixa etária que vai dos 35 aos 54 anos foi a que manteve idas mais regulares aos estabelecimentos de restauração (39,2%).

Para os portugueses que continuaram a frequentar a restauração, o convívio familiar foi o principal motivo da escolha, com 63% a admitirem fazê-lo. Aqui, destaca-se a região Norte, onde 67,5% dos inquiridos revelam que este é o principal motivo para ir comer fora.

Entre os motivos encontrados para comer fora, segue-se o convívio com amigos, que reúne 23,8% das respostas . Dos inquiridos que revelaram ter frequentado a restauração na última quinzena, há ainda 18,9% que afirmam que a escolha se deveu a deslocações profissionais.

O inquérito teve também como objetivo aferir a opinião dos portugueses sobre os apoios dados pelo Governo aos setores mais afetados pela pandemia, que nos últimos meses têm recebido ajudas.

A maioria dos inquiridos, 78%, concorda que o Estado tem o dever de apoiar financeiramente estes setores, ainda que 14,1% dos portugueses questionados considerem que não.

Cuidados de Saúde

Um outro estudo apresentado esta quarta-feira pela Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, revela que 97% dos inquiridos acreditam que a saúde apresenta uma importância extrema, mas apenas 33% consideram que o Governo lhe atribuiu a importância necessária.

Apesar de a saúde ser uma área que os inquiridos veem como importante, o Governo parece não corresponder às expectativas dos portugueses, pois 46% considera que o executivo trata a área como indiferente e 20% dos inquiridos dizem mesmo que a saúde é pouco prioritária.

O acesso ao Serviço Nacional da Saúde também não satisfaz os inquiridos. Apenas 2 em cada 3 portugueses veem como fácil o acesso ao SNS, sendo que 32% respondem que é difícil aceder aos cuidados do Estado.

Em relação aos tratamentos oncológicos, os resultados são semelhantes. De acordo com o comunicado da Apifarma, 68% dos inquiridos consideram insuficiente o investimento do Estado no combate ao cancro, com 11% a acharem justa a verba destinada a esse fim.

O inquérito revela ainda que mais de metade dos portugueses (60%) classificam como insuficiente ou muito insuficiente o acesso aos tratamentos “mais modernos” para o cancro, apesar de ser a doença “mais preocupante” (75%), excluindo a Covid-19, avança RTP.

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