Défice público desceu 971 milhões de euros no primeiro semestre

Paulo Vaz Henriques / Portugal.gov.pt

O ministro das Finanças, Mário Centeno

O ministro das Finanças, Mário Centeno

O défice orçamental do 1º semestre desceu 971 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2015, quando até maio tinha-se reduzido 453 milhões. De acordo com o Governo, a redução “resulta de uma estabilização da despesa, acompanhada pelo aumento da receita”.

Em comunicado, o Ministério das Finanças revela que “o défice das Administrações Públicas diminuiu 971 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2015, de acordo com a execução orçamental de junho. Esta redução, na óptica da contabilidade pública, foi transversal a todos os subsetores das Administrações Públicas”.

De acordo com a tutela, a redução “resulta de uma estabilização da despesa (+0,2%), acompanhada pelo aumento da receita (2,9%)”.

“A melhoria do défice do primeiro semestre excede largamente o valor previsto no Orçamento do Estado de 2016”, sublinha o Ministério das Finanças.

“A economia e o mercado de trabalho têm apresentado sinais que suportam a evolução favorável das receitas fiscal e contributiva. A receita fiscal cresceu 2,7%, não obstante o acréscimo de reembolsos fiscais em 410 ME. A receita contributiva cresceu 3,8%, em resultado, sobretudo, do crescimento de 4,7% das contribuições e quotizações para a Segurança Social”, lê-se no documento.

O ministério das Finanças refere que “a despesa manteve uma evolução aquém do previsto no Orçamento do Estado em duas prioridades fundamentais da atual política orçamental: a racionalização do consumo intermédio e a política salarial e de emprego público“.

“Na Administração Central e Segurança Social, as despesas com a aquisição de bens e serviços apresentaram uma redução em 2,7% e as despesas com remunerações certas e permanentes cresceram 2,2%. O saldo primário registou um excedente de 2.122 milhões de euros, traduzindo-se numa melhoria de 1.244 milhões face ao mesmo período de 2015. A despesa primária das Administrações Públicas registou uma redução de 194 milhões de euros”, descreve o comunicado.

ZAP

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3 COMENTÁRIOS

  1. Numa semana a despesa aumenta o dobro do ano passado, na outra semana “o assalto”, desculpem, a receita aumentou ainda mais e o défice recua, já não percebo nada, isto quer dizer o quê? que agora é que os impostos vão descer??
    A austeridade vai acabar este ano??
    Parece que tenho areia nos olhos, e já não enxergo nada…

  2. A Europa vai continuar a acolher terroristas disfarçados de refugiados? Os políticos vão continuar a tomar decisões contrárias à vontade e aos interesses dos cidadãos?

  3. Ninguém acredita nestes números não por não serem reais mas pelo que eles representam.
    Por um lado o estado está “parado”.Não promove os concursos para fazer as obras que são urgentes em escolas,centros de saúde,hospitais,estradas,pontes,etc.etc.E isto desde 2012!!!Assim não lança obras não gasta dinheiro,NÃO TEM DESPESA.Os portugueses que se aguentem com as coisas como estão.
    Depois não paga a quem deve!Aumentam as dívidas aos hospitais,ás farmácias,aos fornecedores do estado em geral.Claro o dinheiro fica em caixa.Aumenta a receita!?
    Finalmente o Governo tem de juntar dinheiro que deveria estar a ser aplicado nas duas situações anteriores para gerar movimento na economia real para mais uma vez “enterrar” no sistema bancário,agora a própria CGD.
    Enfim,estes expedientes sempre foram utilizados por todos os governos.

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