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Depois da tormenta, o ataque. PS quer dramatizar a aprovação do OE (e pressionar BE e PCP)

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Nuno André Ferreira / Lusa

Depois de duas semanas tumultuosas à boleia do surto de covid-19 no lar de Reguengos e Monsaraz, o PS de António Costa prepara-se para partir para o ataque com a conferência nacional agendada para a próxima segunda-feira.

Sob o mote “Recuperar Portugal”, a conferência, que irá decorrer no Convento de S. Francisco, em Coimbra, parece ter como objetivo colocar na agenda política os planos do Governo para o futuro, já a pensar no Orçamento de Estado para 2021.

Ao longo dos trabalhos, que contarão com debates e intervenções de figuras de peso da estrutura socialista, o partido pretende dramatizar a aprovação do OE para 2021, colocando pressão no Bloco de Esquerda e no PCP, antigos parceiros de geringonça (2015-2019), para um eventual entendimento político, escreve o Diário de Notícias.

A abertura da iniciativa está marcada para as 10:30 da próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, e estará a a cargo do Presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, e o presidente da federação distrital socialista, Nuno Moita.

Seguirá depois os trabalhos Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS.

Às 11:00, e com uma intervenção sob o título “Controlar a pandemia, recuperar Portugal, cuidar do futuro”, falará o primeiro-ministro, António Costa. Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores, também terá direito à palavras.

Vou presidir a esta Conferência Nacional do PS, em que centraremos as atenções nas tarefas de recuperação do País face aos efeitos da crise pandémica.

Publicado por Carlos César em Quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Depois do almoço, abrirá o trabalhos a ministra da Saúde, Marta Temido, com uma intervenção focada no controlo da pandemia.

Seguem-se depois a ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e o ministro da Economia e de Estado, Pedro Siza Vieira. O também governante Nelzon de Sousa, responsável pela pasta do Planeamento, intervirá depois, por volta das 16:45.

Falará depois José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto, ainda antes de Carlos César, presidente do PS, encerrar os trabalhos, às 18:00.

Tal como frisa o DN, esta conferência nacional, que ocorre depois de duas semanas complicadas para o Governo – o caso do Reguengos de Monsaraz agudizado pelas declarações em off do primeiro-ministro ao semanário Expresso -, parecendo querer afastar as nuvens negras do horizonte, apontando já para o futuro – que é como quem diz para o próximo OE, que terá de entrar no Parlamento a 15 de outubro.

À semelhança do que tem sido o discurso dos governantes socialistas, espera-se que estas intervenções exerçam alguma pressão sobre bloquistas e comunistas, apelando a um entendimento semelhante ao do passado de forma a evitar uma crise política.

Ainda antes de ir de férias, Carlos César recorreu ao Facebook e já deixou um apelo.

“Se os partidos à esquerda estiverem interessados em garantir estabilidade para a legislatura, devem dizê-lo depressa”, apelou, pedindo urgência ao Bloco de Esquerda, PCP e PEV para que se definam. “A expectativa de estabilidade política é fundamental” para vencer “os enormes desafios de recuperação económica e social que o presente e o futuro”.

  ZAP //

5 Comments

  1. Duas riquezas, uma delas com empresa de emprego a familiares. Vamos ver o primeiro ministro da GERINGONÇA com uma postura de muita modéstia a dirigir-se a quem manda; Jerónimo e Catarina. Com estes dois a arrogância foi-se.
    Contudo, a vitimização poderá servir ao Costa para acenar com as eleições antecipadas. André Ventura, agradece.

  2. Mas de certeza tudo se resolve porque António Costa quer novamente formar a GERINGONÇA custe o que custar, tudo faz para ser 1.º Ministro e ter a GERINGONÇA…E assim o Orçamento é aprovado porque tanto in teressa ao PCP ou BE não querem é a direita porque dizem que são bichos maus!!!!!
    E mais quer continuar com a sua Assembleia Familiar e de amigos.
    Porque senão muitos PS ficam sem empregos!!!
    HÁ, HÁ, HÁ….
    PORTUGAL ACORDA

  3. Infelizmente até a crise atual é uma forte aliada do governo, segundo o PR não convém numa situação destas reprovar o orçamento de estado, imagine-se o país governado à direita e o respeito que a esquerda teria por uma afirmação destas! Não sou adepto de crises, simplesmente observador de como as coisas funcionam nos diferentes cenários.

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