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Cristas sugere que os partidos paguem IMI

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António Cotrim / Lusa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta segunda-feira que a cobrança de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a edifícios da Igreja Católica desrespeita a Concordata e questionou porque o Governo não tributa o património dos partidos.

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“Como não lhe bastava querer tributar o sol e as vistas, vem agora, desrespeitando a Concordata entre a Santa Sé e o Estado Português, tributar conventos, salas de catequese, e até casas mandadas construir para alojar pessoas sem recursos”, afirmou Assunção Cristas, numa mensagem na sua página na rede social Facebook.

Para a líder centrista, “a cegueira ideológica e a preferência pela tributação do património está a chegar longe de mais”.

“Será que a este mesmo Governo já lhe ocorreu tributar o património dos partidos políticos?“, questiona Assunção Cristas.

O PSD exigiu esta segunda-feira explicações ao Governo sobre a cobrança de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) à Igreja Católica, argumentando que as necessidades de receita fiscal do Governo têm de respeitar a lei e os tratados internacionais.

O deputado social-democrata Duarte Pacheco argumentou, em declarações à Lusa, que “o Governo está a precisar de receitas fiscais, essas receitas podem vir de querer tributar o sol, querer tributar a Igreja, querer tributar amanhã o ar que respiramos, mas têm que estar de acordo com a lei e com os tratados internacionais”.

“Se a lei previa que fosse, se um tratado internacional previa que fosse e o Estado, com sucessivos governos, nunca cobrou, estava a fazer um ato ilegal? Presume-se que não, que tinha fundamento legal as decisões de sucessivos governos. As isenções não podem ser dadas só por capricho de alguém, as isenções são dadas com base num fundamento legal”, sustentou.

A Conferência Episcopal Portuguesa já defendeu que a Concordata não está a ser cumprida.

“Conheço alguns casos, não é de agora, mas está a ser feito agora com mais incidência. O acordo entre a Santa Sé e o Estado Português – Concordata – não está a ser respeitado no seu artigo 26. Estão a cobrar IMI indevido a paróquias, residências paroquiais”, disse o porta-voz da Conferência Episcopal, Manuel Barbosa, em declarações à Lusa, na semana passada.

Segundo Manuel Barbosa, a instituição tributária do Estado “não está a respeitar um acordo internacional que está acima das leis locais“.

A semana passada, a Conferência Episcopal Portuguesa denunciou que dezenas de paróquias estavam a ser notificadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira para pagar IMI – como sempre aconteceu, mas agora “em excesso”.

ZAP / Lusa

11 Comments

  1. Sobre tributações, quando é que a Igreja Católica passa a pagar os devidos impostos do chorudo negócio de Fátima ?
    Em Lourdes (França), no tempo do Presidente General De Gaulle, as receitas dos “milagres” do local passaram a ser taxadas !

    • Inteiramente de acordo.
      Há porém um senão.
      Fátima é uma “sucursal” do Vaticano.
      E assim,como é que este tinha o dinheiro para alimentar toda a cambada de chulos e parasitas desde o topo até à base da hierarquia da igreja católica que nada produz senão réu-réu-réu?

  2. concordo com a lider do cds. se um reformado com uma reforma baixa paga IMI por uma simples casa, porque os partidos com grandes palacetes não o pagam? eles que peçam dinheiro aos militantes e paguem impostos como um cidadão normal.
    se querem ir buscar dinheiro ao bolso dos contribuinte, comecem a dar o exemplo.
    se vou pagar IMI pelas vistas e por ter sol, acho que os partidos devem tambem pagar o IMI.

  3. Assunção Cristas tem sido a única oposição nesta república das bananas, à prepotência e arrogância de um governo de extrema esquerda, o mais intrusivo na esfera privada dos cidadãos, de que há memória !

  4. Tem toda a razão não há justificação para que os partidos não paguem IMI o problema é que seremos nós a pagá-lo pois habilmente na AR os deputados irão pedir mais dinheiro para os mesmos e por unanimidade irão aprovar o aumento.

    • Não mandou a proposta quando foi governo porque não precisou.
      Foi mais cómodo empurrar para outros a resolução dos embróglios, como Banif, por exemplo, para não “borrar” o défice e assim fingir que tivemos uma “saída limpa”. Agora, já os outros levaram com a merda e, logicamente têm de ir buscar dinheiro a algum lado pra tapar buracos dos artistas da “saída limpa”. É da escola do Paulinho das Feiras e está tudo dito.

  5. Qual a razão para que os MAIS RICOS não paguem impostos? Se os mais pobres têm de pagar, mesmo que passem fome, os grandes proprietários (Igrejas, Partidos, etc.) ainda podem melhor.

  6. aprovo inteiramente, assim como aprovo a redução significativa de deputados e outros a fins, o que pouco se fala:

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