Crise em Portugal pode durar uma década, avisa o Nobel da Economia

World Economic Forum / Flickr

Joseph Stiglitz, Nobel da Economia de 2001, no World Economic Forum em Davos, 2009.

“A austeridade foi um fracasso para Portugal”. É Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia, quem o diz, comentando a situação económica do país e prevendo que estes dias podem ser a “calmaria antes da tempestade”.

Em declarações à Agência Lusa, depois da participação num Fórum Fiscal na sede do FMI, em Washington, nos EUA, Joseph Stiglitz considera que “a austeridade foi um fracasso para Portugal” e “para todos os outros países em que se tentou esta mesma política”.

A continuar-se por esta mesma linha, com a Zona Euro a manter o mesmo tipo de políticas económicas, “a recuperação económica de Portugal levará bastante tempo, poderia ser até uma década”, vaticina o economista que é professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Joseph Stiglitz acredita que a situação económica está, actualmente, estabilizada porque o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, “puxou para baixo a taxa de juros“. “Mas se olharmos para os indicadores macroeconómicos como a dívida pública, eles estão pior agora do que antes”, sublinha o Nobel.

Para o economista é evidente que “os problemas da zona do Euro” não estão resolvidos e que “este é provavelmente um período de calmaria antes da chegada da tempestade”.

As declarações de Joseph Stiglitz surgem enquanto a Comissão Europeia pressiona Portugal para avançar com um Plano B com mais austeridade e quando o FMI arrasa a política de António Costa, que determinou um pequeno alívio aos contribuintes portugueses.

ZAP

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6 COMENTÁRIOS

  1. Há interesses mafiosos da alta finança intencional (FMI, etc), que até estão a fazer tudo para que dure para sempre!…
    As crises são sempre boas para alguém!!

  2. Mas quando é que vais para a tua querida Venezuela ou para a Coreia do Norte? Lá é que se vive bem e de acordo com os teus lindos ideais.
    Se ainda houvesse muro a separar o ocidente do leste tu eras homem para ser o primeiro a saltar para o outro lado do muro. Ia ser notícia.

  3. antes do premio nobel fazer estas declaraçoes, ja todos os portugueses sabiam que a austeridade era prejudicial. e os portugueses nao sao premios nobel. quem ele vem ensinar uma coisa que nos ja sabiamos desde que começou a crise?

  4. Primeiro até considero que este senhor é demasiado optimista quando afirma que a crise poderá levar uma década a recuperar, depois o grande problema é que vejo grandes peritos em resolver problemas e temo-los agora no governo e na sua claque de apoio sempre dispostos a atacar FMI, BCE entre outros mas a verdade é que não são capazes de encontrar alternativas quando enfrentam os problemas e acabam por ir bater sempre à mesma porta e penso mesmo com convicção de que têm o direito de gastar como muito bem entendem sem o dever de prestar contas a quem quer que seja e penso que aqui é que está o pior dos males.

    • Pois, realmente é mesmo estranho alguém atacar os parasitas do FMI, o BCE, etc…
      As suas politicas tem tido um sucesso inimaginável e todos os povos vivem bem… além de que, gente como a Lagarde, o Gaspar, etc, inspiram muita confiança no futuro!..
      .
      Já agora, um “pormenor” para gente que como tu, anda um pouco a leste da realidade::
      Dívida portuguesa é mina de ouro para
      A dívida pública portuguesa já rendeu cinco mil milhões de euros ao Banco Central Europeu, ganhos que são distribuídos, na sua grande parte, pelos maiores países do euro: Alemanha, França e Itália.
      BCEhttp://www.rtp.pt/noticias/economia/divida-portuguesa-e-mina-de-ouro-para-bce_a912147

  5. Estes Nobel de Economia estão sempre a atacar os países da Europa para distraírem as atenções dos seus próprios problemas, deviam-se preocupar mais com os problemas dos americanos, que não têm qualquer proteção social e morrem à porta dos hospitais se não tiverem seguro privado de saúde. E há mais de 50 milhões de pessoas a comer a sopa dos pobres. Isso sim, são problemas sérios.

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