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Crescimento do PIB ainda é metade do objetivo para este ano

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Miguel A. Lopes / Lusa

Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia

Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia

O ministro da Economia admitiu que os dados do INE a rever em alta o crescimento do PIB no segundo trimestre mostram uma aceleração, a par de outros indicadores, mas ainda não satisfazem o Governo.

A previsão do Governo é que o PIB cresça 1,8% este ano, uma projeção mais otimista do que a do FMI (1,4%), da Comissão Europeia (1,5%) e do Banco de Portugal (1,3%).

“O que esses dados revelam é uma aceleração da economia. Os dados em cadeia mostram que o segundo trimestre já teve um crescimento melhor do que o primeiro e os indicadores que temos do terceiro trimestre são também muito positivos”, afirmou Manuel Caldeira Cabral, em declarações à Lusa em Maputo, à margem de uma visita de três dias a Moçambique.

O governante observou que a economia vinha de um período de estagnação, desde o início do ano passado até ao primeiro trimestre de 2016, e a revisão em alta hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) representa “um primeiro sinal de aceleração”, mas ainda abaixo do desejável.

No entanto, reconhece, a economia “não está ainda com o ritmo de crescimento que desejaríamos“, comentou.

A economia portuguesa cresceu 0,9% no segundo trimestre face ao período homólogo e 0,3% em relação ao trimestre anterior, segundo o INE, que reviu hoje em alta em 0,1 pontos percentuais cada um dos valores.

No dia 12 de agosto, na estimativa rápida, o INE tinha divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) português tinha crescido 0,8% entre abril e junho deste ano em relação aos mesmos meses do ano passado e que tinha aumentado 0,2% face ao primeiro trimestre deste ano.

Segundo Caldeira Cabral, “há outros sinais positivos”, apontando o caso do emprego, que “esteve estagnado quase um ano”, mas os números do segundo trimestre indicam um aumento de quase 90 mil postos de trabalho e “demonstram que está a haver novas contratações e confiança” na economia portuguesa.

Mais lentamente do que desejaríamos, as empresas estão a voltar a investir e a retoma está eventualmente a ganhar ritmo”, destacou, mas insistindo que os indicadores do crescimento ainda são pouco expressivos e é preciso aguardar por mais elementos.

Para Manuel Caldeira Cabral, “passar de um crescimento de 0,2% para 0,3% ainda é pouco, mas é uma evolução positiva” e coloca o país numa trajetória mais otimista do que nas previsões anteriores.

“Saliento que um crescimento de 0,2% era consistente com um crescimento a 0,9% a nível anual. Um crescimento de 0,3% já nos coloca num crescimento anual, se este crescimento em cadeia se mantiver, próximo de 1,2%”, declarou, mantendo confiança de que “o próximo trimestre continue esta aceleração”.

O Governo antecipou que o PIB crescesse 1,8% este ano, uma projeção mais otimista do que a do Fundo Monetário Internacional (1,4%), da Comissão Europeia (1,5%) e do Banco de Portugal (1,3%).

Manuel Caldeira Cabral encerra hoje uma visita a Moçambique, onde na segunda-feira participou na abertura da Feira Internacional de Maputo e visitou os 31 expositores presentes no pavilhão de Portugal, o maior do principal evento empresarial do país.

ZAP / Lusa

4 Comments

  1. Parece o puto cábula quando diz ao pai que chumbou mais uma vez.
    O Governo prometeu um crescimento de 1,8% do PIB , para além do crescimento da economia e da redução do défice e da dívida.
    Nada foi cumprido e o facto do ministro reafirmar o facto, não o iliba das respectivas responsabilidades.

  2. Então? O que se passa? O modelo não dá? Diziam que agora é que íamos ver o crescimento assente no consumo e no investimento! Onde é que está o crescimento?

    Nem há consumo privado, muito menos investimento e crescimento é uma miragem!

    Criticavam o anterior modelo mas, no mesmo período do ano passado, a economia cresceu 1,5% (digo isto mas não sou do PSD nem do CDS. Sou do PS mas não me revejo na atual liderança e estratégia. Acho tudo uma palhaçada e uma enorme irresponsabilidade de um partido que deveria ter sentido de estado).

    Mas os crentes na Geringonça ainda vão ter mais surpresas. O despesismo aumenta a olhos vistos e qualquer dia vamos ter o crédito totalmente cortado.
    Mais contratações por causa das 35 horas; CP dá 400 e tal milhões de buraco por dia, a TAP voltou em parte ao dono; os Metros idem; 30 tribunais vão ser reabertos; e por aí fora. Haja dinheiro.

    ISTO É IRRESPONSABILIDADE.

  3. E tudo para um senhor poder ser primeiro-ministro! E o povo é que paga todos estes caprichos pessoais. O senhor queria ser primeiro-ministro e para isso teve de baixar as calças à esquerda. O resultado está à vista. Isto não deveria ser possível num país minimamente desenvolvido.

    O POVO É QUE PAGA, DEIX’Ó PAGAR, DEIX’Ó PAGAR, SE TU ESTÁS A GOSTAR, já dizia o outro.

  4. Com este ministro é tudo bom. Ele vê os gráficos sempre a subir. É o Pib o crescimento, etc etc.
    Por favor alguém lhe diga para virar a folha ao contrario. Ai, sim é a realidade está tudo a descer.
    E siga a festa que ainda é Verão…..

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