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Médicos alemães que ajudaram no combate à covid-19 doam material que trouxeram para Portugal

Giuseppe Lami / EPA

A última equipa de médicos alemães, que chegou a Portugal no início de fevereiro para tratar doentes graves de covid-19 e regressa a casa esta semana, deixará no país parte do equipamento que veio com os militares.

Segundo noticiou esta quarta-feira a TSF, o tenente-coronel Richard Glied, médico anestesista e chefe de equipa, informou que cabe ao Ministério da Saúde redistribuir o material – ventiladores dos cuidados intensivos, bombas de infusão, seringas perfusoras e outro equipamento médico – “para os outros hospitais do setor público”.

“O Hospital da Luz ajudou-nos pontualmente em algum equipamento e isso é devido ao Hospital da Luz claramente. Mas este equipamento que foi doado, no acordo entre a Alemanha e Portugal, vai ficar no setor público”, acrescentou.

No total, acompanharam 16 doentes, registando três mortes. Manter “doentes ventilados durante duas semanas é muito trabalho”, disse o médico anestesista, contando que a equipa dividiu-se em três turnos para conseguir fazer uma cobertura de 24 horas.

“Em termos de logística e em termos do esforço médico, foi mesmo uma missão dura e bastante diferente do que as outras missões militares na área médica que nós normalmente temos”, sublinhou.

E esclareceu: “A nossa especialidade é a estabilização rápida de um doente com grande trauma, por exemplo de conflitos militares, que ficaram muito feridos, politraumatizados. A nossa especialidade é estabilizar estes doentes, organizar o transporte, manter a estabilidade durante o transporte e, após poucas horas, no máximo dois dias, os doentes são entregues a um hospital de destino”.

Os cinco doentes que ainda estavam na unidade foram transferidos para outros hospitais. “Já se nota que os doentes que vão transferidos para a nossa unidade já não são tão complicados e eles já não estão a perguntar diariamente se nós podemos atender mais um, mais um. Isso já não acontece”, apontou.

  Taísa Pagno //

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