Covid-19. Quarta dose no final de agosto para maiores de 80

José Coelho / Lusa

As pessoas com mais de 80 anos vão receber a dose de reforço da vacina contra a covid-19 a partir do final de agosto ou início de setembro, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido.

As pessoas com mais de 80 anos vão receber a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 (quarta dose no total) a partir do final de agosto ou do início de setembro. O anúncio foi feito esta segunda-feira por Marta Temido.

“O que se coloca neste momento é saber qual o melhor momento para avançarmos com a quarta dose ou dose de reforço. Face às características deste vírus, e estando a situação epidemiológica relativamente controlada, o que parece fazer mais sentido é que esse momento aconteça apenas antes do início do outono/inverno. Portanto, em final de agosto/início de setembro”, disse a ministra da Saúde, no Porto.

Marta Temido adiantou ainda que a administração da dose de reforço às pessoas com mais de 80 anos está “em linha com a posição da Agência Europeia do Medicamento”.

“Há evidência, que não é totalmente clara, [a administração do reforço] para a faixa etária entre os 60 e os 80 anos e parece haver alguma clareza de que abaixo dos 60 anos não se justificará”, descreveu.

Temido salvaguardou ainda que “para grupos em função da sua situação de imunocomprometimento ou fragilidade imunitária”, a quarta dose “já está a ser passada com prescrição médica” e garantiu que Portugal está preparado para continuar o processo.

A posição de começar a proteger a população mais vulnerável não é, contudo, consensual. Em declarações ao Jornal de Notícias, o pneumologista Filipe Froes defende que o reforço deve avançar já e abranger idades mais precoces, à semelhança do que acontece em alguns países europeus, Estados Unidos e Austrália.

“Defendo, à semelhança do que está a ser feito noutros países, como os Estados Unidos, a administração da segunda dose de reforço agora e para os maiores de 50/60 anos e imunodeprimidos“, disse.

O especialista explicou que esta seria a melhor forma para lidar com a incerteza da primavera/verão – dado que a maior parte da população vulnerável recebeu a terceira dose entre dezembro e fevereiro e já estará menos protegida – e com a incerteza das eventuais novas variantes e a eficácia da atual vacina no início do outono.

  ZAP // Lusa

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