Covid-19 pode afetar de forma particular os pulmões de futebolistas e atletas de alta competição

(cv) YouTube

Uma nova investigação conduzida por investigadores da Alemanha e de Itália sugere que o novo coronavírus (covid-19) pode infetar de forma particular os pulmões de futebolistas e, em geral, atletas de alta competição.

De acordo com o novo estudo, disponível para pré-visualização e carecendo ainda de revisão de pares, aponta um risco particular para estes profissionais.

A equipa, formada por médicos especialistas e imunologistas, sustenta que a atividade física intensa a que estes atletas estão habituados aumenta o risco de inalar partículas do patogénico e de levá-las rapidamente até aos pulmões.

A Reuters, que avança com a divulgação do estudo, recorda que o novo coronavírus oriundo da China pode causar danos graves nos pulmões, podendo mesmo, em alguns casos, provocar pneumonias ou síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).

“Os atletas profissionais estão particularmente expostos [à covid-19] devido à prática frequente de exercícios extremos e duradouros”, escreveram os autores da publicação Paolo Matricardi, Roberto Dal Negro e Roberto Nisini.

O exercício continuado e em nível profissional favorece significativamente a inalação de partículas a agentes infecciosos – como o SARS-CoV-2 – facilitando, consequentemente, a propagação do vírus para as áreas mais profundas dos pulmões.

“Mesmo o SARS-CoV-2 pode espalhar-se mais facilmente para as áreas mais profundas dos pulmões durante exercícios extenuantes, e é aí que começa sua ação agressiva”.

Os cientistas notam que “não é por acaso” que alguns futebolistas profissionais relataram terem tido febre, tosse seca e desconforto logo após o último jogo oficial.

Assintomáticos podem agravar condição

A equipa refere ainda que os atletas infetados mas sem sintomas, os doentes assintomáticos, podem agravar a sua condição de saúde ao “permitirem” que o vírus se mova das vias aéreas superiores para as inferiores.

Isto é, atletas assintomáticos podem exalar ou eliminar partículas que podem conter o vírus e depois voltar a inala-las, prejudicando a sua saúde. “Estas gotículas ou aerossóis podem ser inalados novamente e facilitar a propagação do vírus das vias aéreas superiores às inferiores”, pode ler-se ainda no documento.

Os investigadores italianos e alemães dizem ainda que o risco de contágio é maior durante a competição ou nos treinos. As partículas que contêm o vírus, sustentam, têm grande probabilidade de atingirem outros atletas durante a prática desportiva, a menos que as regras de distanciamento social sejam escrupulosamente cumpridas.

No caso do futebol, esta situação pode ser difícil de conseguir, uma vez que a prática deste desporto implica muitas vezes o contacto físico com o adversário.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. deviam proibir artigos destes quando nem serquer referem as fontes que citam. alem de que o artigo é totalmente mal fundamentado e até contraditório. são tantas as lacunas que é de lamentar a divulgaçao e ainda vão a tempo de o apagar. pessimo jornalismo.

    • Caro leitor,
      A nossa notícia indica, com referência e link, desde a hora da sua publicação, a nossa fonte — a agência Reuters.
      À data de publicação, não tínhamos ainda acesso ao arquivo de pré-publicação do artigo científico. Obrigado ao leitor Reinaldo Cabanita pelo link.
      Quanto ao resto, não podemos deixar de lhe realçar que há 46 anos que não se pode proibir o exercício do jornalismo em Portugal – e que péssimo é o seu conceito de vida em democracia. Mas não vamos obviamente pedir que o proíbam de o ter.

  2. Não são ainda conhecidas as sequelas pulmonares da pneumonia causada pelo Corona. Irus 19 em ninguém! Mas nos casos de infeção grave as sequelas, mesmo no recuperados, parecem ser graves (fibrose pulmonar sobretudo). Os futebolistas, tal como todas as outras profissões são igualmdnte susceptíveis. A diferença é que os futebolistas ganham em poucos anos, o que, por exemplo, os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, etc) não ganham numa vida ( por muito longa que fosse) e estão na linha da frente da luta contra todas as várias e sucessivas ameaças à vida de todos os seres humanos. No entanto não vi nem vejo qualquer preocupação social ou política com os riscos imediatos ou com as potenciais sequelas tardia da infeção nestes profissionais. Nem houve qualquer movimentação no sentido de os compensar economicamente, apesar de terem salários de miséria comparados com os futebolistas profissionais, com os juízes, etc.

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