Costa admite que “tem sido duro” governar o país, mas deixa uma promessa desafiante para o PRR

José Sena Goulão / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O secretário-geral do PS admitiu esta quinta-feira que “tem sido duro” gerir o país em situação de pandemia há mais de um ano, mas assegurou ânimo redobrado e força a triplicar para a execução do Plano de Execução e Resiliência (PRR).

No encerramento do primeiro dia das jornadas parlamentares do PS, que decorrem em Caminha (Viana do Castelo), António Costa fez um balanço de mais de meia hora da primeira metade da legislatura, em jeito de antecipação do debate do estado da Nação que decorre na próxima quarta-feira.

No final, centrou-se nos desafios para o futuro, e apontou o seu discurso para a execução do PRR, depois de ter sido o primeiro a entregá-lo em Bruxelas.

“Este PRR não caiu do céu, nasceu da vontade comum dos europeus, mas também da luta de muitos”, afirmou, recordando os tempos em que andou entre “Budapeste e Haia” para vencer os bloqueios na UE ao “maior plano desde o Plano Marshall para responder a uma crise económica”. Foi por causa desse esforço que Portugal que “quis ser o primeiro” a apresentar o PRR, afirmou, citado pelo Observador.

Neste sentido, deixou uma promessa definida: “vamos ser os melhores a executar o PRR, vamos salvar as nossas empresas, vamos criar mais e melhores empregos”, referiu.

Perante muitos dos 108 deputados da bancada socialista, António Costa transmitiu a mensagem que diz deixar aos portugueses que o abordam na rua, tanto aos “simpáticos” que lhe desejam “força” para resistir, como aos que dizem que não gostariam de estar na sua pele.

“A todos esses quero dizer o seguinte: tem sido duro, tem, mas é um combate e uma dureza que não nos tiram força, não nos tiram ânimo. Pelo contrário, só nos redobram o ânimo, só nos triplicam a força”.

O resto do discurso foi dedicado às “quatro marcas” que o primeiro-ministro diz definirem o seu Governo.

Primeiramente, a capacidade de resposta do SNS e o esforço para cumprir o plano de vacinação– com um “obrigado muito especial” ao vice-almirante Gouveia e Melo.

De seguida, o secretário-geral do PS, que falou sobretudo enquanto primeiro-ministro, focou a forma como o Governo respondeu a esta crise económica, evitando a austeridade e diferenciando-se da direita.

Sublinhou ainda as consequências dessa gestão, que segundo Costa, resultaram nos bons indicadores da taxa da desemprego.

Por último, quis frisar o foco mantido, apesar de tudo isto, nos desafios que tinha traçado no início da anterior legislatura, no que diz respeito ao combate às alterações climáticas e às desigualdades à transição digital.

Costa não se esqueceu de assinalar o facto de Portugal estar “no top da vacinação nos países da UE”, e de ter atingido as “10 milhões de vacinas” na última semana, com “70% da população adulta, pelo menos, com a primeira dose, e 88% dos maiores de 65 totalmente vacinados”.

As jornadas parlamentares do PS prosseguem hoje de manhã com visitas a um Centro de Vacinação em Seixas, Caminha e às fábricas de componentes para automóveis Doureca em Paredes de Coura e de têxteis Tintex em Vila Nova de Cerveira. Encerram com a intervenção da presidente do Grupo Parlamentar Ana Catarina Mendes.

ZAP // Lusa

 

 

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