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Costa aponta “estabilidade” do custo da energia no mercado regulado em 2022

Patrícia de Melo Moreira / AFP

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje que durante o próximo ano o custo da energia no mercado regulado deverá estabilizar, garantindo que o Governo tem feito um “esforço” para “contrariar” essa “condicionante” da economia nacional.

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“As medidas já adotadas asseguraram que, durante no próximo ano, teremos uma estabilidade do custo da energia no mercado regulado para o conjunto das empresas, estamos a trabalhar com as [indústrias] eletrointensivas para encontrar a melhor resposta para podermos também acomodar esses custos e não termos aí um custo acrescido”, afirmou António Costa.

O primeiro-ministro, que falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra na nova fábrica da BorgWarner no parque empresarial de Lanheses em Viana do Castelo, destacou o “esforço” que o Governo “tem vindo a fazer para procurar contrariar algumas das condicionantes globais ao futuro da nossa economia, designadamente a elevação do custo de energia no mercado internacional”.

A subida de 1,05 euros por mês, em média, para a maioria dos consumidores de eletricidade em mercado regulado entrou em vigor este mês.

Numa nota, publicada em 15 de setembro, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) explicou que a “tarifa de energia reflete o custo de aquisição de energia do Comercializador de Último Recurso (CUR) nos mercados grossistas, sendo uma das componentes que integra o preço final pago pelos consumidores no mercado regulado”.

De acordo com a ERSE, face ao aumento de preços de energia no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel), a entidade “atualizou o preço da tarifa de energia do mercado regulado, em cinco euros por MWh, com efeitos a partir de 01 de outubro de 2021”, salientando que “para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, com potência contratada de 3,45 kVA, a atualização será cerca de 1,05 euros na fatura média mensal”.

Por outro lado, no caso de uma potência contratada de 6,9 kVA, o aumento rondará os 2,86 euros, indicou o regulador. Em julho a entidade já tinha aumentado o preço.

Para António Costa, Portugal “beneficiou da visão e do investimento que feito no passado”, referindo-se “ao maior índice de penetração das energias renováveis e uma menor dependência dos combustíveis fósseis”.

“Precisamos, por isso, de sofrer menos que outros relativamente ao aumento das taxas de carbono. Mas essa vantagem competitiva é uma vantagem que temos de saber aproveitar e, sobretudo temos de continuar a incentivar acelerando a transição energética porque como se está a provar, quem investiu primeiro colhe também primeiro os seus frutos”.

Sobre o novo investimento da BorgWarner no parque empresarial de Lanheses, em Viana do Castelo, António Costa disse tratar-se de um “sinal de confiança” dos promotores internacionais em Portugal.

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“É uma mensagem muito importante sobretudo numa fase onde há enormes fatores de incerteza à escala global, estamos a sair de uma pandemia que implicou uma crise económica muitíssimo profunda mas as empresas têm demonstrado enorme confiança na nossa economia”, referiu.

“Hoje sabemos que o primeiro semestre deste ano fixou um novo máximo histórico de investimento empresarial no nosso país e tudo indica que este ano de 2021 terá um novo máximo de investimento direto estrangeiro no nosso país”, especificou António Costa.

Segundo o primeiro-ministro, hoje, o Instituto Nacional de Estatística (INE) “deu a conhecer um aumento das exportações deste ano que já está 4% acima do nível de exportações de Portugal em 2019, antes da crise da covid-19”.

As empresas demonstraram muita resiliência, confiança porque continuaram a investir e,esse investimento, tem tido tradução, por um lado, na criação de emprego, e também no aumento das exportações”, sublinhou.

Para o primeiro-ministro, a nova fábrica de 25 milhões de euros que a multinacional americana tem em construção em Viana do Castelo, que criará 300 novos postos de trabalho “é um investimento que tem os olhos postos no futuro”.

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  // Lusa

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