Costa cancela “momentos menos formais” da sua visita de Estado à Índia

Paulo Vaz Henriques / Portugal.gov.pt

O Primeiro-Ministro António Costa

O Primeiro-Ministro António Costa

O primeiro-ministro afirmou este domingo que os momentos menos formais da sua visita de Estado à Índia vão ser eliminados, acompanhando os dias de luto nacional pela morte do antigo Presidente da República Mário Soares.

António Costa falava aos jornalistas em Bangalore, no final do programa do segundo de seis dias de visita de Estado à Índia, ocasião em que também justificou a razão de não poder regressar a Portugal imediatamente para estar presente nas cerimónias fúnebres de Mário Soares.

Trata-se de uma vista de Estado e, portanto, os primeiros-ministros não têm aqui vontades pessoais. Têm de fazer o que devem fazer”, declarou.

Nos próximos dias, durante o período de luto nacional, António Costa adiantou que “os momentos menos formais da visita” de Estado à Índia, que está a realizar desde sábado e que termina na quinta-feira, vão ser eliminados”.

“Como chefe do Governo, não deixarei de fazer a minha intervenção [em vídeo, para ser emitida na cerimónia] do Mosteiro dos Jerónimos, assegurando, naturalmente, que o funeral de Estado que o Governo decretou decorrerá com tudo aquilo que se exige. Se fosse uma questão pessoal, faria aquilo que todos os amigos do Dr. Mário Soares querem fazer, que é prestar-lhe pessoalmente a sua última homenagem, poder dar um abraço ao vivo aos seus filhos Isabel e João. Só o pude fazer por telefone, mas é assim” reforçou o primeiro-ministro.

António Costa referiu ainda que hoje, em Bangalore, durante a sessão de abertura da convenção da diáspora indiana, houve a oportunidade de se assistir “a um momento muito marcante, que foi a homenagem que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, promoveu com um minuto de silêncio em memória de Mário Soares”.

O primeiro-ministro lembrou igualmente a última vez em que teve a oportunidade de falar com o antigo Presidente da República e fundador do PS.

“A última vez que conversei com Mário Soares aconteceu a 23 de julho passado, quando o Governo lhe prestou homenagem pelos 40 anos da posse do primeiro Governo Constitucional. Felizmente, pudemos prestar-lhe uma homenagem em vida, como ele merecia e por tudo aquilo que ele deu ao país exigia que se fizesse”, acrescentou.

Mário Soares morreu este sábado no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

O corpo do antigo Presidente vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13h00 de segunda-feira, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15h30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 7 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

// Lusa

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