Sobre violência doméstica, Costa acha que se deve “meter a colher onde deve ser metida”. E entre PSD e Chega também

José Sena Goulão / Lusa

António Costa

António Costa marcou presença, esta segunda-feira, num encontro organizado pelas Mulheres Socialistas sobre o tema “Continuar a avançar em igualdade”.

Esta segunda-feira, em dia de debate nas televisões com todos os candidatos, a agenda de António Costa teve um único evento.

Foi uma manhã dedicada à igualdade, perante cerca de 50 militantes socialistas em que, além de se falar de igualdade de género, falou-se também em violência doméstica. Neste tema, Costa não tem dúvidas: entre marido e mulher, deve-se “meter a colher onde a colher deve ser metida”, disse, citado pelo Expresso.

Num encontro que visou a violência doméstica, os direitos das mulheres, o racismo, as minorias e os direitos LGBTI, Costa alertou para “o maior perigo” que representam os “movimentos de extrema-direita“, que é “quando conseguem condicionar os partidos tradicionais, os chamados partidos do sistema”.

E eis que começa o ataque – não só à extrema-direita, como ao PSD.

Quando estes partidos “começam a mitigar e a normalizar as propostas com uma raiz profundamente não igualitária e de desrespeito da dignidade da pessoa humana, então começa-se a abrir uma brecha que não se sabe se irá desenvolver”, atirou.

“Quando se começa a achar que a prisão perpétua pode não ser bem uma prisão perpétua, é o primeiro passo para começar a achar que o racismo não é bem racismo, que a xenofobia não é bem xenofobia e que o reconhecimento da desigualdade de género não é bem o reconhecimento da desigualdade de género”, acrescentou Costa, convicto de que a colher também deve ser metida entre PSD e Chega.

Em contraposição, o Partido Socialista reclama várias lutas neste capítulo, entre as quais a aprovação da lei da paridade, em 2006, que introduziu uma “mudança radical” e uma “maior feminização da atividade política”.

Segundo o Observador, apesar de o PS continuar a ser um dos poucos partidos que ainda não teve uma mulher na liderança, Costa salientou que, no seu Governo, a diversidade não é um fator de exclusão.

“Pela primeira vez na História, tivemos uma ministra negra. Pelo menos uma pessoa de etnia cigana e pelo menos uma pessoa invisual. E pela primeira vez, pessoas que integram o universo LGBTI”, destacou o também primeiro-ministro.

Esta terça-feira, a campanha socialista continua. Agora, na Madeira.

  ZAP //

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