Conselho Europeu valida acordo do “divórcio” do Reino Unido com a União Europeia

Olivier Hoslet / EPA

A primeira-ministra britânica, Theresa May, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker

Os chefes de Estado e de Governo dos 27 validaram este domingo o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia e a declaração política da relação futura com este país.

Os chefes de Estado e de Governo dos 27 reuniram-se este domingo em Bruxelas para validar o projeto do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia e a declaração política da relação futura pós-Brexit.

Desfeita a polémica de Gibraltar entre o primeiro-ministro espanhol e Theresa May, que nos últimos dias ameaçou abalar a inquebrável harmonia e solidariedade dos 27, a cimeira extraordinária desta manhã, destinou-se a aprovar um acordo histórico de separação entre a UE e o Reino Unido.

“O Conselho Europeu endossa o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia. Nessa premissa, o Conselho Europeu convida a Comissão, o Parlamento Europeu, e o Conselho a empreenderem os passos necessários para assegurar que o acordo entra em vigor a 30 de março de 2019, para garantir uma saída ordenada”, lê-se nas conclusões da cimeira extraordinária deste domingo.

Os 27 aprovaram também a declaração política que estabelece os parâmetros da relação futura entre a UE e Londres.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que o acordo para o Brexit que foi fechado entre os 27 e o Reino Unido é “o melhor possível”, salientando este é um dia triste e de tragédia.

“Eu votaria a favor deste acordo porque este é o melhor acordo possível”, disse Juncker em declarações à entrada para a reunião do Conselho Europeu extraordinário destinado a fechar os termos do acordo de divórcio com o Reino Unido e as futuras relações bilaterais.

“É um dia triste, ver um país como o Reino Unido sair da União Europeia não é um momento de jubilação, mas sim de grande tristeza, uma tragédia, e temos que fazer tudo para que este divórcio deva ser tão amigável quanto possível”, referiu ainda.

Questionado sobre um eventual chumbo do texto pelo Parlamento britânico, o líder do executivo comunitário reiterou que “o acordo é este, é o único acordo possível e a UE não irá alterar a sua posição”.

Numa carta divulgada este domingo, mas datada de sábado, Theresa May adianta que “lutará com coração e alma” para entregar o acordo do Brexit.

“Desde o meu primeiro dia, sabia que tinha uma missão clara à minha frente, um dever a cumprir em vosso nome: honrar o resultado do referendo e assegurar um futuro melhor para o nosso país pela negociação de um bom acordo do Brexit com a União Europeia”, escreveu May, recordando a “longa e complexa” negociação.

Para a primeira-ministra, o acordo serve o “interesse nacional” e serve todas as pessoas do Reino Unido, independentemente de votaram a favor ou contra no referendo que acabou por determinar a saída do Reino Unido da União Europeia.

Ao terminar a carta, a chefe de Governo considera que o dia 29 de março de 2019, dia da saída do Reino Unido, será o “começo de um novo capítulo na vida” do país.

ZAP // Lusa

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