Concurso de colocação de professores está a criar problemas outra vez

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A bolsa de contratação de Escolas está em marcha e mais de 2,3 milhões de candidatos vão tentar a sua sorte para conseguirem uma das 7.573 vagas disponíveis. Mas já se estão a detectar problemas no processo de colocação de professores, à imagem do que aconteceu no ano passado.

Este concurso de contratação pública destina-se a 307 Agrupamentos e Escolas denominadas TEIP [Território de Intervenção Prioritária] e que possuem contratos de autonomia.

Em causa estão, de facto, 7.573 concursos que dão azo a 2.346.659 candidaturas envolvendo 20 a 30 mil docentes, de acordo com dados do Diário de Notícias.

E “as primeiras listas divulgadas confirmam a continuidade de alguns dos problemas que deixaram milhares de alunos sem aulas em 2014″, segundo avança o mesmo jornal.

O diário cita casos de “colocações múltiplas de docentes”, inclusive “em diferentes horários da mesma escola” e chega a exemplificar com “situações caricaturais” que vão já sendo divulgadas pelos envolvidos na Internet.

Em causa está, nomeadamente, o caso de um “professor que ficou colocado em seis horários idênticos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanitas, em Loulé“, refere o DN, constatando que, deste modo, o docente teria de “passar 150 horas semanais a dar aulas na escola”.

Outra circunstância que está a preocupar é o facto de a legislação em vigor permitir que um professor possa ocupar vagas num número ilimitado de escolas.

Mas, para já, os dirigentes das Associações de Directores de Agrupamentos Escolares preferem reservar-se nas críticas com a “esperança de que os professores estejam colocados no início das aulas”, conforme aponta Filinto

Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), citado pelo Público.

“Desta vez, o Ministério da Educação não tentou centralizar o processo e remeteu-o de imediato para a direcção de cada escola, o que no ano passado só fez a 20 de Outubro. Quero crer, por isso, que tudo vai correr bem ou, pelo menos, melhor, como aconteceu a partir do momento em que, na altura, assumimos o processo, colocando todos os professores em 15 dias”, constata Filinto Lima ao jornal.

ZAP

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3 COMENTÁRIOS

  1. Se só há 10 milhões de portugueses e a maior parte das colocações de professores já ocorreu, como é que ainda existem mais de 2,3 milhões de candidatos que vão tentar a sua sorte para conseguirem uma das 7.573 vagas disponíveis?
    Ou sou eu que estou a fazer mal as contas?
    Meus senhores a comunicação/informação é uma área demasiado importante para ser tão mal tratada!
    Vamos lá ser um nadinha mais precisos e… sérios!

  2. ZAP…olhem estes números…..”e mais de 2,3 milhões de candidatos vão tentar a sua sorte para conseguirem uma das 7.573 vagas disponíveis. Não são professores a mais?

  3. Caros amigos,
    Um dos maiores problemas da generalidade dos Portugueses é a falta de informação sobre os assuntos que comentam, na maioria dos casos o comentário sobre os assuntos surge de uma forma praticamente gratuita e sem fundamento, apenas na atitude de que eu estou aqui e sou um ser racional capaz de dizer duas ou três coisas acerca de toda a informação que me chega. Ora isto é errado, não devemos comentar de forma critica e por vezes até verbalmente agressiva sem antes termos conhecimento pleno do assunto que tratamos.
    É bem visível esta situação nos comentários anteriores ao meu sobre este assunto, pois realmente não existem 2,3 milhões e professores candidatos a uma das 7.573 vagas disponíveis, o que realmente existem são cerca de 21.000 professores contratados que concorrem a uma bolsa de contratação de escola “B.C.E.” e respondendo aos critérios impostos por cada escola, e cada um deles concorrendo por vezes a uma ou duas centenas de escolas, abrem assim um campo de probabilidade de total de preferências submetidas que ronda os tais 2,3 milhões de possibilidades de concurso para todos os 21.000 docentes a concurso.
    De frisar também que este concurso é extremamente injusto, visto ter por critérios de seleção dos candidatos não apenas a sua graduação profissional, mas além desta e com um peso igual a resposta a critérios que muitas vezes são feitos de encomenda para o lugar a ocupar por determinado docente.
    Como podem ver afinal não existem 2,3 milhões de professores a concorrerem a 7.573 vagas.
    Temos de saber do que falamos e melhor que isso devemos ter a humildade suficiente para quando não estamos por dentro dos assuntos pedir esclarecimentos a quem de direito sobre os mesmos e não partirmos logo para o comentário de senso comum, o comentário fácil e dilatório!!!
    Desta forma nunca correremos o risco de termos algum cidadão a assistir a uma operação cirúrgica e a mandar “bitaites” ao cirurgião. “- Sr. Doutor não corte aí… pois isso deve ser uma dor dos Diabos!!!” ou então a corrigir um Juiz ” Sr. Juíz este homem até tem cara de boa pessoa e filhos pequenos… deixe-o ir embora” ou por exemplo: “Sr. Professor essa matéria é um pouco aborrecida, não poderia ensinar outra matéria mais divertida ao meu miúdo?”

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