As classes média e média-alta são “as mais esquecidas”

Estela Silva / Lusa

Assunção Cristas considera que classe média e média-alta pagam impostos e ainda cuidados de saúde e educação do seu bolso, por falta de qualidade no Estado. 

Em entrevista ao Jornal de Negócios, Assunção Cristas assumiu que as propostas do CDS de redução de impostos são, sobretudo, dirigidas às classes média e média-alta, que considera serem “a faixa da população mais esquecida”.

A redução de impostos é a prioridade número um do CDS e baixar a carga fiscal destes contribuintes é uma necessidade, uma vez que, segundo Cristas, são duplamente prejudicados. “[Esta faixa é] a que paga os impostos e que muitas vezes também paga do seu bolso cuidados de saúde, a educação e na área social porque não tem uma resposta eficaz por parte do Estado.”

A líder centrista reconheceu, por outro lado, que há “uma outra camada da população” que, por falta de alternativas, é prejudicada no acesso a serviços públicos, nomeadamente a saúde. “Por isso dizemos que é preciso baixar a carga fiscal para todas as famílias, principalmente aquelas que pagam mais impostos, mas também dizemos que é preciso garantir acesso à saúde a todas as famílias, e aqui estamos a pensar naquelas que não têm ADSE, que não tem seguro privado de saúde.”

Durante a entrevista ao Negócios, Assunção Cristas reforçou medidas como a descida do IRC para ajudar à competitividade das empresas, destacando a Irlanda como um exemplo positivo, país que não alterou esta taxa durante o período da troika.

No entanto, a líder do CDS frisou que a descida de impostos é apenas uma de várias soluções para os problemas das empresas, já que, segundo Cristas, “foi um erro ter-se mexido na legislação laboral“.

No campo da saúde, Assunção Cristas defendeu a autonomia para as administrações hospitalares e alterações ao sistema de financiamento da área da saúde, passando dos atos praticados para “o benefício efetivo para o doente”.

O CDS tem insistido na bandeira da redução da carga fiscal e, sobre esse foco, Assunção Cristas assegurou que não é uma reação ao surgimento de partidos que se assumem como economicamente liberais, como a Iniciativa Liberal ou o Aliança. A líder centrista reforçou que no CDS convivem “pessoas com perfil mais liberal, mais conservador e mais democrata-cristão”. “Já cá estamos há muito tempo.”

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Agora lembrou-se?
    Quando estava no (des)governo do passos depenaram a classe média para proteger os ricos e agora já se lembrou da classe média?
    Agora com as eleições já se lembrou?
    Lembra-se quem é que autorizou novamente a plantação de eucaliptos sem qualquer proibição???
    Mas nós não esquecemos das atrocidades que fez quando esteve no (des)governo de passos!

    • Para proteger os ricos?!! Andou por cá nessa altura ou alienou-se momentaneamente?!
      O amigo parece um pouco tontinho nas suas afirmações. No governo do PSD/CDS as classes baixas foram poupadas. Quer nas reformas quer nos salários até um determinado montante ninguém foi obrigado a contribuir para o enorme esforço do país em recuperar da situação em que o gangue do 44 (do qual fazem parte muitos dos atuais governantes) o deixaram.
      Faça um favor a si mesmo, ou pelo menos ao país, e procure ganhar juízo. Mas olhe que isso não se compra na farmácia! Não vá lá que eles para isso não têm nada.

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