Toda a cidade de Lisboa terá estacionamento pago em 2020

Mário Cruz / Lusa

A cidade de Lisboa terá, até 2020, todas as freguesias cobertas pelo estacionamento pago gerido pela EMEL, garante o presidente da empresa.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o responsável diz que é impossível a cidade acomodar, “além dos 200 mil veículos dos residentes, os 370 mil que chegam” todos os dias e pede parques de estacionamento dissuasores na periferia da cidade e, por outro lado, transportes públicos de qualidade e a baixo preço.

Luís Natal Marques, que diz que tem a “grande aspiração é tornar a EMEL a empresa mais amada de Lisboa”, defende que “o problema do estacionamento em Lisboa não existe porque quem cá mora o cria. É nos 370 mil que diariamente entram que está o principal problema”, acrescenta o responsável.

Para que as pessoas não tragam o veículo para a cidade, “há necessidade de criar alternativas”: “transportes públicos em melhores condições e mais apetecíveis, até do ponto de vista do preço”. Fazem falta mais “parques dissuasores que, estando situados na periferia e junto dos grandes nós de transporte público, levem a que as pessoas decidam estacionar aí e entrarem na cidade num meio de transporte mais limpo e mais rápido”.

O presidente da EMEL confirmou que o objetivo da empresa, tal como foi definido em julho de 2017 na Assembleia Municipal de Lisboa, é fazer com que “a área de intervenção da empresa coincida com todo o município”.

“É natural que a empresa vá criando condições para que chegue a todo o município. Quando resolvemos o problema de uma freguesia, tarifando o estacionamento, quem não quer pagar acaba por ir para a freguesia ao lado, e aí temos também essa freguesia a reclamar a nossa presença”, afirmou Natal Marques.

A EMEL conta criar, a cada ano, 20 mil novos lugares de estacionamento tarifado, para fazer a “cobertura da totalidade da cidade”. A empresa está “agora em processo de avançar para a junta de freguesia dos Olivais, temos também a questão do Lumiar e São Domingos de Benfica, que têm a ver com pedidos dos próprios presidentes de junta”.

ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

  1. A EMEL é uma empresa criminosa que tem por objectivo extorquir os cidadãos.
    Uma empresa privada, mas com uma parte pertencente à CML ( ao Medina ), que lhe confere o respaldo necessário para poder fazer a tosquia à vontade.
    Quais os meios à disposição da EMEL para fazer o esbulho ? Apoderou-se de todas as zonas de parqueamento, até em zonas proibidas como debaixo dos viadutos, e ocupando selvaticamente passeios destinados a peões e dificultando a passagem a cadeiras de rodas.
    As tarifas sobem todos os anos e já atingem um valor de assalto.
    Complementando tudo isto, foi dada autoridade aos funcionários da EMEL para aplicarem graves multas e rebocar viaturas, mesmo que estejam fora das suas zonas marcadas.
    O Bloco de Esquerda, prometeu na sua campanha autárquica acabar com a EMEL, mas está visto que era só uma promessa eleitoral para ganhar e votos e esquecer.
    A EMEL, ao ser criada, prometeu fazer parques gratuitos nos terminais fluviais, de comboio e autocarros, como dissuasores de entrada de veículos na zona central da cidade. NUNCA CUMPRIU. Os parque existem mas são todos pagos.
    Era bom a comunicação social divulgar o nome dos administradores da EMEL, para nós sabermos quem nos lixa.

  2. Carrega, Media, que os palermas dos alfacinhas gostam!
    Afinal sempre temos de “investir” no Web Summit, aquele evento que só trará riquezas!

  3. A solução não é não levar carro para Lisboa. A solução é a descentralização. Tem que se partir para o desenvolvimento de outras zonas do país. Lisboa tornou-se uma máquina de assalto.

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