Chuvas de dezembro ajudam, mas não resolvem a seca no país

Apesar das fortes chuvadas sentidas em dezembro, a seca vai manter-se nas zonas mais críticas do país, nomeadamente no Baixo Alentejo e no Algarve.

Os últimos dias foram marcados por chuvas fortes e por milhares de ocorrências, resultado da passagem das depressões Elsa e Fabien. No entanto, apesar destas chuvadas de dezembro, o Diário de Notícias avança que a seca vai manter-se nas zonas mais críticas.

Em novembro, quase 70% do país estava em situação de seca, sendo o problema mais grave o sul, com o Baixo Alentejo e o Algarve no topo das regiões que apresentam mais falta de água.

Segundo o jornal, as previsões avançadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) sobre a seca no início do mês dão conta de uma “diminuição significativa da sua intensidade no Baixo Alentejo e Algarve” e o seu fim em grande parte da região a sul do Tejo.

Isto significa, de acordo com o DN, que a seca se mantém nas zonas em que é classificada de severa ou de extrema e, embora seja alterada para moderada ou fraca, ainda assim continua a existir.

“Esta água que caiu não nos tirou da seca extrema. Precisava de chover quatro ou cinco vezes mais”, diz ao diário António Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão e da Comunidade Intermunicipal dos Municípios do Algarve (AMAL).

Na passada sexta-feira, os representantes das autarquias algarvias, o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o responsável pelas Águas do Algarve reuniram, na sede da AMAL, tendo decidido que vai ser constituído um grupo de trabalho de forma a serem estudadas medidas para mitigar as consequências desta questão.

A sensibilização da população, a reutilização das águas residuais, as restrições no licenciamento de novas captações de água subterrânea, a necessidade de construir uma nova barragem — ou alargar as já existentes — e a criação de uma central de dessalinização da água do mar foram algumas das soluções apontadas.

Em novembro, também foi anunciado que o Governo vai constituir um outro grupo de trabalho com vista à definição de medidas e procura de soluções.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Pois as soluções apontadas têm dezenas de anos de atraso e sobretudo canais de norte para sul para encher as barragens a sul, é inacreditável como um país desperdiça desta forma a riqueza que tem que é a água e ao não tomar as devidas medidas está-se ainda a contribuir para que o excesso da mesma provoque estragos graves noutras zonas do país. Neste momento com a água que choveu a norte e centro poderiam as barragens a sul estarem possivelmente já repletas de água.

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