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China pede a ministro japonês que beba água de Fukushima

O Japão garante que a água de Fukushima que vai despejar no Pacífico não representa nenhum perigo para a saúde e pode até ser consumida. Para o provar a China pediu a um ministro japonês que a bebesse.

O Japão informou esta semana que vai libertar mais de 1,25 milhões de toneladas de água filtrada no Oceano Pacífico ao longo das próximas décadas.

A medida foi contestada por vários países vizinhos, mas Tóquio garantiu que a água será tratada e não representa um perigo para a saúde pública.

“Ouvi dizer que não iremos ter nenhum problema se bebermos a água tratada”, referiu o vice-primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, numa entrevista coletiva.

Após as declarações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, rejeitou o que o ministro japonês disse. “Quanto às observações individuais de um funcionário japonês de que a água pode ser bebida, por que não a toma primeiro?”.

Contudo, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão apoiou a sugestão de Aso de que a água tratada é segura para beber. “Só pelos números, está dentro das diretrizes da OMS. Por isso, se ele beber, não terá nenhum dano à sua saúde ”, referiu um porta-voz.

A controversa medida visa resolver a acumulação de água radioativa na instalação nuclear, um dos problemas mais urgentes no complexo processo de desativação da central que foi danificada pelo terramoto e tsunami de março de 2011.

As autoridades japonesas consideram que o derrame não irá gerar qualquer risco para a saúde humana porque os níveis de trítio libertados no mar ficarão abaixo das normas sanitárias nacionais – a misturar com a água do mar – e defendem que esta é uma prática comum na indústria nuclear de outros países.

O Governo japonês tem-se esforçado para mostrar à população que a água não será prejudicial à saúde pública.

Na terça-feira, o Governo divulgou um vídeo com uma mascote de trítio para explicar o isótopo. No entanto, o vídeo foi retirado, depois dos críticos defenderem que este tipo de iniciativas diminuem a gravidade do debate sobre a segurança nuclear, diz o VICE.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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