Parceiros sociais pedem “cumprimento das normas” e “dinheiro” nas empresas

José Sena Goulão / Lusa

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha

A secretária-geral da CGTP afirmou, esta quarta-feira, que as empresas devem garantir as normas de segurança e de saúde nos locais de trabalho e assegurar a distribuição de equipamentos de proteção na retoma da atividade económica.

Isabel Camarinha falou aos jornalistas após uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, Lisboa, onde ouviu os parceiros sociais sobre as condições para o relançamento gradual da economia no âmbito da crise covid-19.

“Precisamos que haja a garantia de que os trabalhadores vão ter não só por parte das empresas e dos serviços em geral o cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho, como a distribuição de equipamentos de proteção dos que retomem os postos de trabalho ou dos que já lá estão”, disse Isabel Camarinha.

A líder da intersindical referiu que há “milhares de trabalhadores” no desemprego e em lay-off com “brutais quebras de rendimento” e “atropelos aos direitos dos trabalhadores” e pediu o reforço da atividade da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

“Há muitos milhares de trabalhadores em que as empresas não estão a distribuir equipamento e não cumprem o distanciamento”, disse Isabel Camarinha, pedindo “maior fiscalização” e “medidas para prevenir que trabalhadores, quando regressarem, tenham as condições de segurança necessárias”.

A secretária-geral da CGTP acrescentou que entregou a António Costa um documento com várias propostas da intersindical, entre as quais, a proibição dos despedimentos e o pagamento das retribuições a 100% a todos os trabalhadores afetados pela pandemia da covid-19.

“É necessário que o dinheiro chegue às empresas”

“É necessário que o dinheiro chegue rapidamente às empresas”, afirmou Carlos Silva aos jornalistas, no final da reunião em São Bento.

“Venha da Europa, venha do Estado português, é necessário desburocratizar e colocar celeridade nisto [no acesso às linhas de crédito]”, salientou o líder da UGT, sublinhando que “se as empresas encerrarem, os trabalhadores vão para a rua“.

Carlos Silva defendeu que é também “fundamental” reforçar a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), considerando que “o momento é excecional e exige medidas excecionais”.

“É necessário que os inspetores vão para o terreno e que tenham apoio logístico”, afirmou o líder sindical, adiantando que tem ouvido relatos dos sindicatos a dizer que as visitas dos inspetores às empresas “não está a decorrer com a celeridade que se impõe”.

O ministro da Economia afirmou que a grande preocupação do Governo, em interação com a banca, é fazer com que o dinheiro dos apoios chegue à tesouraria das empresas até ao fim deste mês.

Confrontado com as críticas feitas duas horas antes pelo presidente da CIP, António Saraiva, de que os apoios do Estado ainda não chegaram às empresas, o titular da pasta da Economia contrapôs que esses apoios “têm estado a fluir de forma muito intensa”.

ZAP // Lusa

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