CGD sobe comissões. Levantar dinheiro ao balcão com caderneta custará o triplo

Menos de dois meses depois, a Caixa Geral de Depósitos volta a encarecer os seus serviços. O banco público prepara-se para aumentar as comissões sobre os titulares de contas à ordem, que entram em vigor em maio.

De acordo com o jornal Eco e a Rádio Renascença, os aumentos vão desde os levantamentos com caderneta bo balcão, às contas Caixa S (as mais baratas do banco público), atingindo também os estudantes universitários com mais de 26 anos.

Levantamentos ao balcão com caderneta

Um levantamento no balcão com a tradicional caderneta vai praticamente triplicar, passando de 1 euro para 2,75 euros. Esta mudança acontece, note-se, pouco mais de um ano depois de o banco liderado por Paulo Macedo ter passado a cobrar este serviço.

A partir de 15 de maio, escreve o Eco, quem fizer levantamentos ao balcão com a caderneta vai passar a pagar 2,75 euros, valor que após aplicado o Imposto de Selo (IS) ascende a 2,86 euros. Ou seja, 175% acima do valor atualmente em vigor.

Ainda assim, mantêm-se algumas isenção que são atualmente previstas. Segundo a CGD esta comissão continuará a não ser aplicada caso não exista máquina da rede Caixa ou se esta estiver avariada, ou então houver “manifesta incapacidade do cliente para a atualização de dispositivos automáticos”.

Continua a isenção se o levantamento for feito numa conta à ordem cujo somatório dos rendimentos domiciliados seja de valor inferior a uma vez e meia o salário mínimo nacional, em que o primeiro titular tenha uma idade igual ou superior a 65 anos e um dos titulares tenha património financeiro com saldo médio igual ou inferior a 20 mil euros, mas a isenção só se aplica até dois levantamentos por mês. Antes o limite eram três levantamentos por mês, recorda o Eco.

“Até dois levantamentos em conta base caderneta também são isentos deste encargo. Antes também eram três levantamentos. Contas de serviços mínimos bancários com suporte em caderneta também mantêm isenção”.

Estudantes Universitários +26

Os estudantes universitários, a partir de 26 anos, perdem a isenção da comissão de manutenção de conta, passando a pagar dois euros por mês, mais IS. Anualmente, o custo ascende a 24 euros.

A medida estende-se a professores e funcionários das faculdades. Quem tiver “cartão Caixa IU-Institutos e Universidades” passa a ter que desembolsar 2,8 euros (mais IS) por mês pelas despesas de manutenção. A conta “cartão Caixa IU-Institutos e Universidades e cartão Caixa Classic (sem programa de lealdade) ou Caixa ITIC” terá uma comissão mensal de quatro euros (IS) – ou seja, 48 euros anuais.

Apenas os estudantes universitários com menos de 26 anos de idade vão manter a isenção da manutenção de conta.

Clientes Caixa S

Os clientes com a conta mais barata, a Caixa S, que tenham bonificação também vão ser visados. Atualmente, pagam 2,6 euros mensais, passando agora a pagar a 2,91 euros, uma subida de 31 cêntimos equivalente a 12%.

A conta Caixa S dá acesso a partir de um custo único à manutenção de conta, um cartão de débito e duas transferências a crédito por mês. O preço base deste serviço é de quatro euros por mês, mais IS, sendo que este valor se vai manter, observa o Eco.

“A subida de custo afetará apenas os clientes que tenham associada à sua conta S a domiciliação de rendimentos ou um património financeiro igual ou superior a cinco mil euros, condições necessárias para ter bonificação na mensalidade. Nas contas pacote mais completas — a M e a L — a CGD não vai ocorrer qualquer alteração de custos”.

O aumento de encargos vai afetar cerca de 1,5 milhões de clientes que aderiram às contas pacote lançadas pela Caixa em meados de 2017. O universo total de clientes da Caixa ascende a mais de 3,2 milhões.

A Caixa Geral de Depósitos cobrou o ano passado 383,3 milhões de euros em comissões, uma subida de 2,3% em relação a 2017, nota ainda a RR.

ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. Só tenho pena dos idosos..
    Porque de resto, burro é quem usa a porcaria da caderneta, que só vai para lá empatar nas máquinas com impressoras de agulhas a escreverem na caderneta, e a virar páginas manualmente.

    Atualizar 10 operações demora uma eternidade, quando podem fazer tudo pelo telemóvel ou computador…

    Coloquem esses levantamentos isentos de taxa para quem tiver mais de 50 ou 55, os restantes já têm capacidade de evoluir.

  2. Assim é fácil obter lucros de milhões.
    Quem paga todo o desnorte é o Zé.
    Felizmente temos outras opções .
    Cambada.

  3. Um Banco retrógrado e como os demais a meter a mão na conta do utente que por sua vez nem juros vê nos depósitos existentes, foi a este ponto que chegou a Banca em Portugal e pior de que tudo foram praticamente todos à falência e andamos nós todos a alimentar estas incompetências bem remuneradas.

  4. É incrivel como em portugal as taxas bancarias subiram e pior o mais incrivel, novas taxas que foram criadas ! Algo que nao acontece em alguns países da europa e que so pode dizer uma coisa, portugal tem uma banca fragil … todos querem ganhar dinheiro onde ele nao existe …seja a banca o estado através de enumeros instrumentos como taxas e multas, as policias municipais ou empresas tipo emel as telecomunicacoes os correios com selo postal a aumentar e mais e mais e mais … para quem recebe 600 euros ao final do mes da vontade de dizer que esse dinheiro antes de o receber ja esta distribuido …

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