Centeno está a deixar Costa com os nervos em franja

Tiago Petinga / Lusa

António Costa e Mário Centeno

António Costa e Mário Centeno

Mário Centeno estará a deixar o primeiro-ministro e o seu Governo “enervados”. Tudo por causa da sua falta de jeito para a política, nomeadamente na gestão de um dossier escaldante como o da Caixa Geral de Depósitos.

A ideia é reportada pelo jornal i, na sua edição deste sábado, na qual salienta que o Governo está “furioso com Mário Centeno” devido à “falta de capacidade política do ministro das Finanças” que está “a causar sérios problemas a António Costa”.

A gestão do caso CGD “é considerada desastrosa pelos próprios socialistas”, aponta o diário, numa altura em que o Governo negoceia com as autoridades europeias o plano de recapitalização do banco público.

Neste âmbito, o Expresso noticia que o Banco Central Europeu obrigou o Executivo de Costa a refazer o plano de recapitalização do banco, considerando a primeira versão apresentada como “não credível e irrealista”.

O semanário salienta que a proposta do conselho de administração designado por Centeno, previa um “aumento de capital de 5,1 mil milhões de euros e a redução de 2.600 trabalhadores”.

O ministro das Finanças denunciou um desvio de 3 mil milhões de euros na Caixa, culpando o Executivo PSD-CDS, o que levou Passos Coelho a acusar o ministro das Finanças de enfraquecer a banca portuguesa em geral com a sua postura, vaticinando que o “caso CGD vai estourar nas mãos do governo”.

Centeno ouvido no Parlamento a 29 de Julho

O ministro das Finanças vai ser ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à CGD na próxima sexta-feira, 29 de Julho, depois de prestarem declarações perante os deputados o presidente da comissão executiva da CGD, José de Matos, a 27, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, a 28.

Chegou a duvidar-se que Centeno pudesse prestar declarações no arranque da CPI, por causa das férias, mas já foi confirmada a presença do ministro no Parlamento antes do fim de Julho.

A CPI à Caixa, imposta potestativamente por PSD e CDS-PP, é presidida pelo social-democrata José Matos Correia e vai debruçar-se sobre a gestão do banco público desde o ano 2000.

O processo de recapitalização, actualmente em negociação com Bruxelas, também será abordado.

ZAP / Lusa

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6 COMENTÁRIOS

  1. Evidente que esta noticia só podia vir de ONDE VEM! I maginemos que nada mais aconteceu de boas ou até menos más noticias, por exemplo os nºs do desemprego. São “piquininas” coisas que mostram quem é quem e ao serviço de quem está.

  2. Pelos vistos o casamento começa já a provocar alguma desilusão e desinteresse, será que estamos a caminho do divórcio?

  3. O comportamento da maioria dos políticos mete-me nojo. Fazendo uma restrospetiva do que tem sido a prática política, das últimas décadas, como cidadão concluo que os portugueses têm sido ludibriados, desrespeitados e muitas vezes traídos por aqueles que deviam, enquanto decisores, honrar os lugares para os quais são eleitos afim de zelar pela vida dos cidadãos, das empresas em suma, do país mas não, são agentes de práticas políticas consubstanciadas em interesses de grupo, o grupo dos exploradores/corruptos/parasitas que tem levado nso últimos anos a sociedade portuguesa por caminhos obscuros, temperado com as acusações do costume que mais não são do que, sacudir as graves responsabilidades no estado em que deixaram o país. Os interesses mesquinhos, de grupo, privados, nos últimos anos, têm sobreposto aos interesses dos portugueses honestos. sendo estes “roubados”/desrespeitados nos vários domínios das suas vidas, por aqueles que se passeiam impunementem sob o manto da vergonha mas, “berrando” que a culpa foi/é daqueles que viveram/vivem acima dos suas possibilidades enquanto “eles”, não têm dignidade. Portugal está doente!

  4. Chateados por o homem não saber fazer política ou não saber manipular a verdade.
    Já um dia comentei e volto a publicar, arranjem-nos a possibilidade do cartão do cidadão ser também cartão de decisor de leis e permitam que se utilize o cartão no Multibanco para fazer valer esta acção, explico como:
    O deputados elaboram as propostas de lei e publicam-nas, nós os cidadãos dirigia-mo-nos ao multibanco dentro de um determinado prazo e decidimos sim ou não conforme a nossa consciência, e conforme o nº de votos essa lei seria aprovada ou recusada, teria que haver um nº mínimo de votos, (ex.70%) claro.
    Assim os srs. deputados não precisavam de falar em nosso nome, pois nós temos a nossa própria voz.
    Medonho, não é. Tirar o poder a quem o retém com tanto afinco e finalmente tornar ouvida a voz do povo.

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