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Caso Selminho assombra Rui Moreira. Autarca com dificuldade em criar acordos

Rui Manuel Farinha / Lusa

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira

Rui Moreira foi reeleito Presidente da Câmara do Porto nas últimas eleições autárquicas, mas desta vez sem maioria absoluta. Assim, o autarca portuense tem tentado chegar a acordos com os partidos com assento no executivo, mas o caso Selminho estará a criar obstáculos.

Com a proximidade do julgamento de Rui Moreira – marcado para o dia 16 de Novembro, no Tribunal Criminal de São João Novo – os partidos com assento no executivo da câmara portuense têm vindo a pôr de lado entendimentos políticos pós-eleitorais.

Moreira foi reeleito para um terceiro mandato, mas não conseguiu, até agora, chegar a um entendimento com nenhum dos seus adversários, pelo que, para já, terá de governar em minoria, sendo obrigado a negociar caso a caso os orçamentos e os documentos considerados orientadores da gestão municipal.

De acordo com o Público, as investidas de Moreira continuam, mas nenhum partido dá sinais de querer aceitar entendimentos com o presidente da Câmara do Porto, uma vez que se for condenado no caso Selminho, pode perder o mandato para o qual foi eleito.

Enquanto os tribunais decidem, a liderança de Rui Moreira como presidente da Câmara do Porto fica fragilizada e comprometida, refere o Público, até porque o movimento independente de Moreira tem em risco a reeleição de Miguel Pereira Leite para a Mesa da Assembleia Municipal do Porto.

Para já, Moreira tem de governar com os votos que os portuenses lhe deram (40,72%), num total de seis eleitos.

De recordar que na noite eleitoral de 26 de setembro, o presidente-eleito referiu a possibilidade de ter de governar sozinho. “Governaremos com a representatividade que nos derem”, declarou na altura, como que antecipando um mandato difícil.

Rui Moreira é acusado do crime de prevaricação no processo que investiga eventuais ilegalidades no caso que ficou conhecido como Selminho e que pode levar à perda de mandato.

Ainda assim, se o tribunal entender que Moreira, de facto, “incorreu num conflito de interesses neste caso em que a empresa imobiliária Selminho, da sua família, tentou construir um edifício de apartamentos, num terreno da escarpa da Arrábida, na marginal do Douro, que além do mais, era em parte propriedade do município”, o autarca pode recorrer da decisão para uma instância superior.

  ZAP //

 

 

 

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