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Carro de Cabrita seguia a 163 km/h. Motorista acusado de homicídio por negligência

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Paulo Cunha / Lusa

O carro onde seguia o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que envolveu uma vitima mortal por atropelamento

O carro em que seguia o ministro Eduardo Cabrita quando atropelou mortalmente um trabalhador, na A6, seguia a 163 km/h. O motorista foi acusado de homicídio por negligência.

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O motorista do carro onde seguia o ministro da Administração Interna e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6 foi acusado de homicídio por negligência, segundo despacho de acusação do Ministério Público hoje divulgado.

“O Ministério Público deduziu acusação, requerendo o julgamento por tribunal singular, contra um arguido, o condutor do veículo automóvel interveniente num acidente de viação ocorrido na A6, no dia 18 de junho de 2021, imputando-lhe a prática, em concurso, de um crime de homicídio por negligência e de duas contraordenações”, refere uma nota publicada no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.

Segundo informações veiculadas pelo Observador, o motorista que conduzia o carro em que seguia Eduardo Cabrita e que atropelou mortalmente um trabalhador, na A6, seguia a 163 quilómetros por hora.

O Ministério Público diz que o motorista Marco Pontes não teve uma “condução segura”, seguindo sempre pela via da esquerda e não se precavendo para um eventual “embate da viatura”.

O motorista viajava a mais de 40 quilómetros por hora do que a velocidade máxima prevista no Código da Estrada. Sem trânsito na autoestrada, o Ministério Público ressalva que em nada “se justificou a opção pela condução pela via da esquerda”.

“Como resultado da conduta do arguido, o veículo embateu num indivíduo que procedia ao atravessamento da via, provocando-lhe lesões que lhe determinaram a morte”, lê-se ainda na acusação deduzida pelo Ministério Público.

Nuno Santos, de 41 anos, era a única fonte de rendimentos da família que inclui duas filhas menores.

A viúva e as filhas da vítima estão, neste momento, a receber uma pensão provisória de 700 euros que é paga pela seguradora.

O advogado da família explicou ao Observador que espera que o caso siga diretamente para julgamento sem fase de instrução.

“Talvez seja mais útil avançar para julgamento responsabilizando-se civilmente o estado português que o ato é personificado pelo ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita”, disse José Joaquim Barros.

  ZAP // Lusa

6 Comments

  1. Bonito… tanta perseguição e aproveitamento político ao tóto do Cabrita, que acabou por sobrar para o motorista.
    É óbvio que a culpa começará no trabalhador atroplelado, passando depois para o motorista – mas nunca para o ministro!
    De qualquer modo, eu continuo a achar que a culpa é toda do atropelado e o motorista será ilibado apenas com as contra ordenações.
    Se não envolvesse um político, este caso dificilmente teria chegado a isto…

    • Pelo meio a culpa ainda pode ser do gajo da oficina onde o carro faz a revisão, do gajo que colocou os pneus, do artista que calibrou as rodas, do tipo do posto de abastecimento onde o carro foi atestado e que aparentemente deu muita força ao carro, do oftalmologista do condutor, do tipo que passou a carta ao motorista, dos gajos que fizeram o código da estrada, do psicólogo do motorista (dado que poderia andar a dormir pouco), da BMW, da Michelin/Goodyear/whatever mas nunca, mesmo nunca do ministro mais reles que já tivemos. Uma vergonha. Um nojo! Afinal, era um simples passageiro… como comentou hoje mesmo, na sequência do despacho de acusação do ministério público. Tenho vergonha dos nossos governantes, sejam eles de que partido forem. A nossa democracia anda mesmo muito doente.

  2. E com um ministro do PS amicíssimo do Costa envolvido, como achavam que tudo isto iria acabar?!!! Então, o Cabrita nem se tinha apercebido de que o carro ia em excesso de velocidade, pensava que ia só a 50 km/h…!!! É cúmplice e foge às responsabilidades como convém aos cobardes…

  3. É claro que agora que o governo vai ser demitido, o ministro se demite…..

    TToommaatteess para uma decisão destas em tempo útil é que não… o tacho rende demasiado bem…..

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