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“Caos” para renovar o Cartão de Cidadão. Espera pode levar mais de dois meses

João Relvas / Lusa

Apesar de a Associação Sindical dos Conservadores dos Registos (ASCR) ter implementado um sistema de agendamento para evitar as longas esperas para emitir ou renovar documentos oficiais, o processo continua demorado, podendo levar dois a seis meses, dependendo da região em causa.

Há cerca de quatro meses, a ASCR disponibilizou um novo serviço, no qual é possível fazer um agendamento eletrónico para emitir ou renovar documentos – como o Cartão de Cidadão ou o passaporte -, visando tornar o processo menos demorado.

Contudo, e tal como observa a TSF, quem entra no site e faz uma procura para renovar os documentos rapidamente percebe que as primeiras vagas disponíveis, em grande parte dos maiores concelhos, como Lisboa, Sintra, Oeiras, Almada, Setúbal, Amadora, Odivelas ou Matosinhos, só existem a partir de junho.

A situação pode, contudo, ser pior: na Loja do Cidadão de Odivelas a espera vai até agosto e no Departamento de Identificação Civil da Boa Hora, em Lisboa, a primeira data disponível só existe para outubro. Em sentido oposto, Porto, Felgueiras, Maia, Penafiel registam um menor tempo de espera, cerca de um mês.

Em declarações à rádio, Virgílio Machado, presidente da associação sindical, descreve a situação como um “caos“, apontando que a alternativa para os cidadãos que querem renovar os seus documentos é mesmo ir para a fila, em qualquer data, e esperar.

“É a prova provada de que o agendamento que pretende reduzir as filas de espera não funciona porque o primeiro agendamento é daqui a dois meses e meio, alguns [casos] passam para três meses, quatro meses e até temos agendamentos para seis meses”.

E acrescenta: “Quer dizer que [o agendamento] não funciona e não resolve o problema de fundo que é a falta de trabalhadores no registo de notariado”. De acordo com a ASCR, faltam 1.500 trabalhadores nos serviços, sendo assim impossível responder atempadamente à muita procura existente.

O representante dos trabalhadores defende que estes tempos provam que o agendamento não funciona por si só se não houver um reforço, sério, de pessoal.

  ZAP //

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