Cada vez mais crianças são usadas como armas de guerra

“Esta brutalidade não se pode tornar no novo normal”. Um relatório da Unicef, publicado esta quinta-feira, aponta vários exemplos de crimes contra crianças em países como o Iraque, Síria, República Centro-Africana, entre outros.

A Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, publicou, esta quinta-feira, um relatório no qual revela que o número de crianças afetadas por conflitos atingiu “níveis chocantes” em 2017.

No relatório, o órgão que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças detalha os abusos registados nas principais zonas de conflitos armados, países como o Iraque, a Síria, a República Centro-Africana, a Somália, entre outros.

No documento, é também referido o desprezo pelas leis internacionais, criadas para proteger os mais vulneráveis em situações de guerra por todo o mundo.

“As crianças estão a ser atingidas e expostas a ataques e a violência brutal nas suas casas, escolas e parques infantis. Estes ataques continuam ano após ano, mas não podemos deixar-nos entorpecer. Esta brutalidade não se pode tornar no novo normal” diz o diretor dos programas de emergência da Unicef, Manuel Fontaine.

Há casos de crianças que são raptadas e usadas por grupos extremistas, acabando por ser abusadas novamente depois de libertadas por forças de segurança. Há, também, milhões de crianças em todo o mundo a sofrer diariamente de má-nutrição, doenças e trauma, devido aos conflitos que lhes travam o acesso a bens essenciais, como água potável.

“A Unicef pede a todos os envolvidos em conflitos que cumpram as suas obrigações sob a lei internacional e que acabem imediatamente com todas as violações dos direitos das crianças e com os ataques a infraestruturas civis, incluindo escolas e hospitais”, lê-se no documento hoje divulgado.

Conforme noticia o Expresso, no Afeganistão, por exemplo, foram mortas cerca de 700 crianças nos primeiros nove meses de 2017. Na República Democrática do Congo, mais de 850 mil crianças fugiram e mais de 200 centros de saúde e 400 escolas foram atacados.

No Iraque e na Síria, as crianças foram usadas como escudos humanos, vivendo na primeira linha de bombardeios e violência. Na Nigéria e nos Camarões, militantes da rede extremista Boko Haram forçaram 135 crianças a tornarem-se bombistas suicidas (cinco vezes mais do que em 2016).

Em Myanmar, especificamente no estado de Rakhine, as crianças da minoria étnica muçulmana rohingya sofreram um nível de “violência chocante e generalizada” e no Iémen, houve pelo menos cinco mil crianças a perderem a vida ou a ficarem feridas.

De acordo com a Renascença, o relatório da Unicef é divulgado no dia em que o calendário litúrgico cristão assinala o dia dos Santos Inocentes – recordando as crianças que, segundo o Evangelho, foram mandadas massacrar por Herodes na tentativa de matar Jesus.

ZAP //

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