Afinal, a “cabana” que os cientistas acreditavam ter descoberto na Lua é mais aborrecida do que se pensava

China National Space Administration

Imagens captadas ao longe deixaram muitos a imaginar qual o verdadeiro objeto com forma simétrica e plana que o rover Yuty 2 havia descoberto numa das partes mais irregulares da superfície lunar.

Quando a China lançou o seu rover Yuty 2, uma das imagens capturadas que mais despertou interesse – e curiosidade – foi a de uma pequena cabana no horizonte, a qual, veio a descobrir-se, não passa de de uma rocha com o formato de um coelho, o que já lhe valeu a alcunha de “coelho de jade“, concedida pela equipa do Yutu 2. Os cientistas envolvidos no projeto iniciaram mesmo na última sexta-feira uma inspeção mais atenta do objeto. Toda a história constitui uma enorme consequência, já que também a tradução do nome do rover, Yutu, pode ser “coelho de jade”.

Tal como nota o site Live Science, o objeto apareceu pela primeiramente nas imagens de campo captadas pelas câmaras do Yuty em dezembro, quando este parecia apenas uma mancha com formato de cubo no horizonte. A sua descoberta pode ter acontecido graças ao facto de o rover em causa ser o primeiro a explorar o lado distante da Lua, ou seja, o lado que está mais longe da Terra, caracterizado pelo seu solo acidentado e repleto de crateras.

Devido ao seu aspeto irregularmente simétrico, completado com uma superfície plana, os cientistas do programa da Administração Espacial da China sugeriram, em tom de brincadeira, que o objeto poderia ser uma cabana para os primeiros aliens.

Ainda segundo a mesma fonte, depois de um mês de viagem desde o local onde a primeira imagem foi captada, o andarilho do rover enviou agora grandes planos do suposto coelho (ou cabana) e da sua envolvente. Tornou-se, por isso, perceptível que o objeto é muito mais arredondado e mais cortante do que se pensava. De facto, parece-se com um coelho agachado – imagine-se – a morder cenouras (representadas por pedras mais pequenas).

“A superfície da Lua tem 38 milhões de quilómetros quadrados de rochas, pelo que teria sido astronomicamente excepcional que o objeto em causa fosse outra coisa qualquer”, escreveu Andrew Jones, jornalista da área na sua conta de Twitter. “Apesar de pequeno, o coelho de jade também será uma desilusão mental para alguns”, concluiu, atribuindo esta desilusão à ausência de perspetiva que tinham as primeiras imagens.

Finalizada a primeira análise do objeto rochoso, o Yutu vai agora continuar a explorar a cratera Von Kármán, com 186 quilómetros. O rover tem estado a explorar a região desde que a nave espacial Chang’e 4 aterrou na superfície lunar mais desconhecida em janeiro de 2019.

  ZAP //

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