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Brigada de “detetives” investiga cadeias de transmissão de covid-19 na Coreia do Sul

Republic of Korea / Flickr

Comboio KTX a ser desinfetado, em Seul, na Coreia do Sul

O Governo da Coreia do Sul criou um grupo composto por epidemiologistas, técnicos de laboratório, especialistas em análise de dados e outros profissionais de saúde pública para andar no terreno e chegar diretamente aos suspeitos de terem estado em contacto com casos positivos de covid-19.

Recorrendo a tecnologias de localização GPS pela antena do telemóvel, câmaras de vigilância, movimentos do cartão de crédito e outros meios ao seu dispor, o grupo tem autonomia para identificar suspeitos, interrogá-los e forçá-los a fazer o teste, noticiou no domingo o Diário de Notícias, que cita uma entrevista da BBC a alguns dos membros.

De acordo com o canal britânico, os entrevistados acreditam estar numa missão para travar a propagação da covid-19 no país. Quando entrevistados, tinha acontecido, recentemente, uma manifestação contra o governo, momento no qual os participantes puderam estar em contacto, ajuntamento que a equipa tem analisado desde então.

“Quando há um derramamento de óleo, cria-se uma barreira para o impedir de espalhar-se”, diz Kim Jae-hym à BBC, sugerindo que ele e os seus colegas são essa barreira.

A Coreia do Sul chegou a ser o segundo país com mais casos no início da pandemia, enfrentando agora uma subida dos números. A manifestação é apontada como causadora dessa subida e a equipa tem tentado localizar todos os que possam ter estado lá ou contactado com quem esteve.

  ZAP //

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