/

Os braços de ferro de Alfredo Casimiro — dono da maior acionista da Groundforce — com a banca

1

Fernando Veludo / Lusa

Nos últimos dias, um fundo da CGD pediu a insolvência pessoal de Alfredo Casimiro por causa de uma dívida de uma empresa sua, mas este está longe de ser o único problema que o dono da Pasogal tem com os bancos.

Segundo o ECO, um fundo imobiliário Fundimo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pediu a 26 de Novembro a insolvência pessoal de Alfredo Casimiro, dono da Pasogal, que é a maior acionista da Groudforce.

O pedido surge numa altura em que a Urbanos — Supply Chain, uma empresa da qual Casimiro também é acionista, deve cerca de 970 mil euros ao Fundimo Casimiro respondeu com um processo contra à Fundimo. O empresário retaliou a 22 de Dezembro com um processo contra o fundo no valor de mais de 300 mil euros.

Este não é o único braço de ferro de Casimiro com a banca. A tensão já tem subido nos últimos meses, depois da pandemia e os confinamentos terem colocado as empresas ligadas à aviação numa situação frágil. A Groundforce chegou ao limite, com salários em atraso, estando agora num processo de insolvência e de venda.

A Groundforce pediu um empréstimo de 30 milhões de euros à Caixa devido à quebra nas receitas, tendo o Banco Português de Fomento na retaguarda para a prestação uma garantia pública. Mas o empréstimo foi negado pelo Banco de Fomento dada a fragilidade dos dois maiores acionistas da empresa, a Pasogal e a TAP, não havendo garantias sobre o futuro da empresa e se esta seria capaz de honrar o empréstimo.

O Montepio também deu dores de cabeça a Casimiro, depois do empresário ter tentado evitar a execução extrajudicial devido ao incumprimento de uma dívida de sete milhões que tinha ao banco com um providência cautelar, que também lhe foi negada pela justiça.

O cenário mais provável nesta altura era a venda da Groundforce, mas a TAP pediu a sua insolvência no Verão, estando assim o seu futuro nas mãos dos credores.

Casimiro também teve problemas com a Parparticipadas, um veículo do Estado que gere partes dos ativos tóxicos do antigo BPN, devido ao negócio da compra de imóveis no Loures Business Park, no valor de 17 milhões de euros, que a Pasogal tinha acordado com a Imofundos.

A Parparticipadas, que era dona do fundo, deixou cair o acordo devido a alegados atrasos no pagamento no valor de cinco milhões de euros das rendas por parte da Kashmir, outra empresa de Casimiro.

Recentemente, o novobanco também fechou a venda de uma carteira de crédito malparado de grandes devedores a um fundo internacional que inclui um financiamento de nove milhões à Urbano, que está em incumprimento.

  ZAP //

1 Comment

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.