Boris Johnson pediu suspensão do Parlamento até 14 de outubro. Rainha Isabel II aprovou

mikepaws / Flickr

A rainha Isabel II de Inglaterra

A Rainha Isabel II aprovou o pedido de prorrogação do Parlamento feito na manhã desta quarta-feira por Boris Johnson. O Parlamento será suspenso a partir de 9 de setembro.

A rainha Isabel II autorizou o pedido do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de suspender o Parlamento britânico por cinco semanas, ou seja, quase até à data marcada para o Brexit, 31 de outubro.

Não vamos esperar até 31 de outubro para pôr em prática os nossos planos para levar este país para a frente. Temos de apresentar novas e importantes leis. É por isso que vamos ter um Discurso da Rainha a 14 de outubro“, disse Johnson, anunciando a data da abertura da nova sessão legislativa.

Segundo o Público, depois do discurso, haverá uma série de votações a 21 e 22 de outubro sobre o discurso, que é efetivamente o programa do Governo, lido pela rainha, e eventualmente sobre um acordo de saída da União Europeia, se o executivo britânico ainda chegar a acordo com Bruxelas.

Jeremy Corbyn escreveu à rainha Isabel II, expressando a sua preocupação com o anúncio de Boris, e o mesmo fez a líder dos liberais democratas, Jo Swinson. ​No entanto, o máximo que a rainha poderia fazer seria atrasar o momento do discurso, mas Isabel II não seguiu por essa via. Por convenção, o monarca segue o conselho do primeiro-ministro.

A Rainha de Inglaterra ordenou assim que a suspensão do Parlamento tenha início entre 9 a 12 de setembro e se mantenha até ao dia 14 de outubro, para o “despacho de diversos assuntos urgentes e importantes”. A 14 de outubro retomam os trabalhos do Parlamento.

De acordo com o matutino, os media britânicos apontaram 10 de setembro como a data de suspensão, pouco depois da data marcada para o Parlamento voltar ao trabalho após as férias, na próxima segunda-feira, 3 de setembro.

Este prazo dá muito pouco tempo aos deputados para aprovarem quaisquer leis que impeçam a saída desordenada da União Europeia, sem a ratificação do acordo assinado por Theresa May, que foi três vezes reprovado pela Câmara dos Comuns. Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira de manhã, Boris Johnson negou que esse seja o objetivo desta manobra.

A data de 31 de outubro foi fixada como prazo limite para a saída do Reino Unido da União Europeia e Boris Johnson garantiu, quando tomou posse, que vai tirar o país da UE na data prevista, com ou sem acordo.

A aprovação do pedido por parte da rainha era esperada pela maioria dos analistas, dado o papel neutral que a monarca sempre tem tido, baseando os seus pronunciamentos no critério pelo primeiro-ministro em funções.

ZAP //

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