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Boris Johnson acha que as mulheres de burqa parecem “caixas de correio”

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O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico escreveu que as mulheres de burqa parecem “caixas de correio” e “ladrões de bancos”. A afirmação causou mal-estar entre os conservadores, com Theresa May a exigir um pedido de desculpas.

Num artigo de opinião para o The Telegraph, publicado no último domingo, Boris Johnson abordou a recente proibição da Dinamarca do uso do véu integral islâmico, considerando que a burqa é “opressiva e ridícula” mas que continua “a não haver razão para bani-la”.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, que também já foi mayor de Londres, escreveu ainda que, embora não concorde com a nova lei em vigor na Dinamarca, acha “absolutamente ridículo que as pessoas escolham sair à rua a parecer caixas de correio (…) ou ladrões de bancos“.

Estas declarações criaram mal-estar entre os os conservadores, ou seja, dentro do seu próprio partido, e provocaram reações entre a comunidade muçulmana, que acusou o ex-governante, um dos maiores defensores do Brexit, de “islamofobia”.

Brandon Lewis, presidente dos “tories”, pediu a Johnson que se desculpe, assim como a primeira-ministra britânica, Theresa May, que exige ao seu antigo ministro que faça um pedido de desculpas.

O ex-ministro já se negou a fazê-lo, com fontes próximas a considerar que é “ridículo” que as suas declarações estejam a ser criticadas e acusando os responsáveis dos partidos de “quererem fechar o debate” sobre estes assuntos.

No início de julho, Boris Johnson renunciou ao cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, horas depois da demissão de David Davis, o ministro para o Brexit, acusando a primeira-ministra de matar “o sonho do Brexit” por causa da proposta de criar uma zona de comércio livre entre o Reino Unido e a União Europeia depois da saída do bloco europeu.

A lei que oficializa a saída da UE revoga a lei de adesão do Reino Unido à Comunidade Europeia em 1973, e transfere as normas europeias para o direito britânico, facilitando o Brexit. A mesma lei determina que essa saída vai acontecer a 29 de março de 2019.

  ZAP // Sputnik News

8 Comments

  1. O homem até tem uma certa dose de razão. Porque é que os ocidentais, quando visitam um país muçulmano, tem OBRIGATORIAMENTE de cumprir, sob pena de prisão ou situação ainda pior, as leis desses países? E porque é que os naturais desses países muçulmanos, quando visitam países ocidentais, são isentos de cumprirem as leis dos países que visitam? Experimentem visitar um país muçulmano com um crucifixo ao peito (normal em muitos fiéis da religião católica ou por adorno pessoal) e com uma Bíblia na mão e depois informem (se puderem) o que aconteceu. Alguém já viu um muçulmano ser preso, apedrejado ou morto por usar os seus símbolos religiosos e terem o Corão na mão?

  2. Agora até se é linchado por dizer a verdade. Isto é que anda aqui uma politica de defesa do Islão que é uma coisa impressionante. Vêm para o ocidente, comportem-se e adaptem-se a vida ocidental. Nada de multidões a rezar na rua, tudo expulso daqui pra fora.

  3. O homem até foi simpático na comparação pois as caixas de correio sempre são mais atractivas pelo menos na cor, com tanta subserviência ao islamismo há ainda quem fique surpreendido com a ascensão das extremas direitas na Europa.

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